Conselho Pontifício da Cultura alerta para «danos irreversíveis» que mau uso de produtos de limpeza e desinfeção pode provocar no património

Cidade do Vaticano, 19 mai 2020 (Ecclesia) – O Conselho Pontifício da Cultura publicou um conjunto de orientações para a limpeza e desinfeção de espaços litúrgicos, desaconselhando a pulverização ou fumigação de igrejas.

O documento, disponível online, alerta para os “danos irreversíveis” que um mau uso de produtos desinfetantes pode provocar no património artístico.

“Face a qualquer dúvida com os processos de limpeza e desinfeção, é melhor não aplicar qualquer tratamento, dado que se podem gerar dados irreversíveis sobre o património cultural. O mais recomendável é criar um consenso sobre todas as medidas com os profissionais do âmbito da conservação e restauração”, indica o documento.

O organismo do Vaticano pede que evite, sempre, “o contacto direto dos fiéis com os bens culturais”, para evitar contágios e a necessidade de aplicação de “soluções desinfetantes” nas obras.

“O património cultural é um bem não renovável, portanto, cada ação que possa afetar o seu estado de conservação deve ser adequadamente conhecida, avaliada, documentada e alvo de consenso com peritos”, pode ler-se.

Os alertas centram-se sobre produtos que geram resíduos prejudiciais, como a lixívia, amoníaco e detergentes, advertindo para o seu impacto sobre edifícios e objetos de culto.

A alternativa proposta é o uso, de acordo com recomendações das autoridades sanitárias, de soluções hidroalcoólicas diluídas sabões neutros, de forma controlada e sob a supervisão de um técnico de bens culturais”.

OC

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