Manuel Lemos admite preocupação face ao agravamento da pandemia

Foto: Lusa

Lisboa, 19 jan 2021 (Ecclesia) – O presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) disse hoje à Agência ECCLESIA que “tem havido colaboração e articulação com o Ministério da Saúde” para minorar os efeitos da pandemia de Covid-19.

Apesar de não terem camas vagas “para os doentes com o vírus” porque os hospitais das Misericórdias “não têm Unidades de Cuidados Intensivos”, Manuel Lemos realça que estas instituições continuam a trabalhar “em prol das comunidades”.

O responsável recorda, por exemplo, que, na primeira vaga, em março de 2020, as unidades de saúde das Misericórdias “emprestaram ventiladores aos hospitais públicos”.

Manuel Lemos admite que o agravamento da crise provocada pela pandemia está a ser vivido “com muita preocupação, ansiedade e tristeza” pelas Misericórdias Portuguesas.

“Existe preocupação porque as pessoas não sabem o que fazer”; “ansiedade devido à esperança que depositam na vacina” e “tristeza baseada no número crescente de óbitos”, refere.

Para o presidente da UMP, a situação provocada pela terceira vaga da pandemia tem “sido muito violenta” e está a “surpreender muita gente”, mas os colaboradores das Misericórdias não desistem de auxiliar as pessoas.

O responsável considera que os números diários de infetados e mortes “são assustadores”.

“Este vírus só se controla fugindo dele”, aponta Manuel Lemos.

Foto: RR

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, descartou hoje o cenário de contratação de profissionais de saúde no estrangeiro ou de transferência de doentes Covid-19 para outros países, afirmando que o sistema de saúde vai ser expandido até ao limite.

“Não há no mundo sistemas (de saúde) ilimitados, mas o compromisso que temos com os portugueses é que vamos usá-lo (o sistema de saúde nacional) até ao limite”, referiu aos jornalistas, considerando que “existe capacidade para expandir ao nível da enfermaria e ao nível dos cuidados intensivos”.

Portugal contabilizou hoje 218 mortes por Covid-19, um novo máximo de óbitos em 24 e 10 455 novos casos de infeção.

LFS/OC

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