D. Francisco Senra falou de um vírus “insignificante e eficaz que desencadeou uma arrasadora mudança no planeta”

Évora, 09 abr 2020 (Ecclesia) – O Arcebispo de Évora saudou hoje “os que provam o cálice da solidão” ao referir-se aos idosos, aos que trabalham no mundo da saúde e participam “no trabalho duro da assistência aos doentes”.

Estamos a reaprender a viver…” afirmou D. Francisco Senra na homilia da Missa Vespertina da Ceia do Senhor, a que presidiu na igreja de S. Francisco, em Évora.

As correrias abrandaram, a poluição baixou e a natureza regenera-se” reconheceu o prelado, porque “um vírus, um ser insignificante e eficaz que desencadeou uma arrasadora mudança no planeta”.

Lamentando o facto de a aprendizagem ocorrer à custa de tantas mortes e sofrimento, D. Francisco Senra disse que a pandemia “está a arrumar” o que, durante décadas se dasarumou.

Até a Páscoa volta a ser uma celebração em família, como foi desde o início” reconheceu.

A presidir a uma celebração que assinala o lava-pés mas que desta vez omite a sua representação no altar, D. Francisco Senra Coelho falou da carga de humildade e do gesto que “contém uma força de amor que renova a criação”

Ao falar sobre a Eucaristia, cuja instituição se assinala neste dia, D. Francisco Senra sublinhou que o memorial que ela evoca “é também o nosso memorial” e nesse sentido lembrou os que “desprezam, discriminam e provocam divisões na comunidade, não recebem o corpo do Senhor”.

Na sua intervenção, o Arcebispo de Évora recordou ainda os casais novos, com crianças em casa, lembrando a sua dedicação com as “crianças cheias de vida que precisam saltar e brincar e o esforço para os manter interessado e ativos”.

HM

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