Instituições da APEC continuam a ser «uma ocasião de esperança e um lugar de amor»

Foto: APEC

Almada, 24 mar 2020 (Ecclesia) – O presidente da Associação Portuguesa de Escolas Católicas (APEC) afirmou hoje que as preocupações das instituições são “continuar a assegurar” às famílias e aos alunos os serviços “de ensino, de educação, com a qualidade” habitual.

“A tentarmos identificar as melhores formas de o fazermos, obviamente perdendo nuns aspetos, ganhando necessariamente noutros, mas com a certeza clara de que as pessoas têm a perceção que estamos a caminhar por uma via nova, por muito que tivéssemos recursos nos colégios”, disse Fernando Magalhães.

Desde o dia 16 de março, por decisão do Governo português, como medida preventiva de propagação do coronavírus Covid-19, as escolas estão fechadas, os alunos têm aulas online e os professores trabalham a partir de casa.

Em declarações à Agência ECCLESIA, o presidente da direção APEC assinalou que a situação atual “é de facto uma realidade nova” porque os recursos online não são “complemento ao ensino presencial”, mas é tudo uma “nova forma de ensinar e de aprender”.

Fernando Magalhães destacou que “é inimaginável o esforço notável” dos professores de Portugal, e em concreto das Escolas Católicas, para “levar a cabo esta nova realidade”, as aprendizagens que tiveram de ser feitas, “as adaptações de vida, até porque muitos estão neste regime de teletrabalho mas são cuidadores” e têm de continuar a sua atividade letiva remotamente, e, nestes primeiros dias, “trabalhando muito mais do que era o ritmo habitual”, para se adaptarem, construírem soluções, aulas, gravarem aulas.

“Essa é a grande preocupação seguramente de todos, continuarmos a assegurar este serviço de educação e de ensino nestas novas realidades mas mantendo a qualidade que se espera de nós”, frisou o também responsável pelo Externado Frei Luís de Sousa da Diocese de Setúbal.

Foto: Educris

Numa mensagem divulgada hoje, a APEC salientou que as suas associadas vão continuar a ser “uma ocasião de esperança e um lugar de amor” e Fernando Magalhães explicou que as escolas foram encontrando formas “muito diferentes, muito criativas e muito bonitas de fazê-lo”, por exemplo, na forma de comunicação que as direções, as coordenações pedagógicas, as direções de turma “encontraram de falar com as famílias” e “o calor e o afeto” que vão colocando.

“Dá-se indicações práticas, metendo sempre essa forma de ser e de estar com a marca da fé que nos dá o espaço para essa esperança e o retorno das famílias é brutal, dizem: ‘Obrigado por essa palavra, sentimos o colégio entrar pela casa dentro com essa palavra de esperança. É muito importante, repetimos hoje aos miúdos ao deitar’”, exemplificou.

Os efeitos do coronavírus Covid-19 na economia é uma preocupação mundial e nas Escolas Católicas são momentos em que estão “a fazer contas importantes” e tudo passa por diferentes fatores nas contas com as famílias, com as dentro das organizações e, “numa linha primeira, as contas que se impõem com os colaboradores e aquilo que de confiança depositam” nas direções.

“Vêm aí momentos que vão impor decisões difíceis no contexto das escolas, não há a mínima dúvida. Mas temos de saber manter esta boa capacidade de fazer discernimento e de sabedoria. A gestão particular de cada organização, mas também o nível de responsabilidade que nos une em comum em matéria da gestão que é a Doutrina Social da Igreja, dois aspetos particularmente imprescindíveis”, desenvolveu o presidente da APEC.

Neste âmbito, Fernando Magalhães salientou que as preocupações do setor “são conhecidas” do Governo e entidades governativas e, nestas horas de aflição e de emergência, “é muito importante deixar” os que têm responsabilidades grandes de decisão, de tratar processo, “livres nesses processos” e as pessoas “não podem estar permanentemente a ser bombardeadas com solicitações”.

CB/OC

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