Cáritas Interparoquial  tem mais pedidos de apoio, solidariedade também aumentou

Foto: Agência ECCLESIA/HM

Castelo Branco, 05 abr 2021 (Ecclesia) – A presidente da Cáritas Interparoquial de Castelo Branco disse que a instituição regista “um acréscimo de pedidos” de apoio por causa da pandemia, com pessoas que “nunca tinham estado” nessa condição e pobreza envergonhada.

“É difícil, às vezes, as pessoas virem aqui, nunca pediram, nunca se viram nesta situação, e até têm uma ideia de que a Cáritas distribui massa e arroz aos pobrezinhos. Pobreza envergonhada também há e temos de respeitar, é muito natural que aconteça”, explicou Maria de Fátima Santos, em declarações à Agência ECCLESIA.

A responsável adiantou que a Cáritas tem “uma carrinha completamente descaraterizada” que todos os dias distribuí “refeições quentes” ao domicílio, para “evitar que as pessoas vão com a marmita” à instituição, atendendo também ao facto de este ser um território envelhecido.

“Distribuímos ao domicílio, na maior descrição. Respeitamos plenamente as pessoas que não se querem expor e, por algum motivo, também não se sentem à vontade”, acrescenta, assinalando que a Câmara Municipal de Castelo Branco também contribui neste esforço.

Segundo Maria de Fátima Santos, a Cáritas tem recebido pedidos de ajuda de pessoas novas, que se “viram numa situação de grande aflição”.

“São pessoas que, para além de já estarem com dificuldades de assegurar as despesas fixas e comuns, da água, da luz, do gás, começam a ter dificuldade na alimentação, na medicação”, acrescenta.

A presidente da Cáritas Interparoquial indica que os pedidos de apoio são causados pelos efeitos da pandemia no setor económico, como empresas que “não conseguem absorver toda a gente e estão em lay-off”.

Maria de Fátima Santos destaca também a solidariedade que tem vindo a existir, destacando que as pessoas estão “muito sensíveis” e “têm sido bastante generosas”, com oferta de alimentos, roupas e donativos monetários que, no último ano, “aumentaram bastante”.

A responsável católica, que colabora com a Cáritas Interparoquial de Castelo Branco desde 2009 e é funcionária do município local, destaca também que a completa sintonia e sincronização de esforços entre comunidade cristã e entidades oficiais como o município ou a junta de freguesia que “dão um grande contributo”.

HM/CB/OC

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