Carta de D. Manuel Clemente expressa «muita companhia e grande estima» aos diocesanos de Lisboa e valoriza a «criatividade» dos sacerdotes

Foto Lusa

Lisboa, 17 mar 2020 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca enviou hoje uma carta aos diocesanos de Lisboa para expressar “muita companhia e grande estima” e para agradecer a “criatividade” dos sacerdotes no acompanhamento de todas as pessoas e a “dedicação e coragem” dos profissionais de saúde.

D. Manuel Clemente lembrou a mensagem que enviou à Diocese de Lisboa na sequência da suspensão das celebrações comunitárias das Missas, com as indicações para matrimónios, batizados e funerais, entre outras, dirigindo-se depois a “todos os que nos vários serviços públicos, sociais ou privados trabalham diretamente para prevenir e debelar a presente pandemia”.

“Faço-o para agradecer a sua dedicação e coragem, podendo estar certos do nosso apoio como concidadãos e da nossa oração como crentes. Oração que os reforçará com Deus, a bem da vida”, afirmou o cardeal-patriarca de Lisboa.

D. Manuel Clemente lembrou depois os sacerdotes e a circunstâncias que cada um atravessa de “não poder celebrar com a generalidade dos fiéis a Liturgia Quaresmal”, lembrando que o isolamento social faz “reviver os momentos mais solitários de Jesus Cristo”.

“As presentes limitações, requeridas pelo bem de todos, nos fazem reviver os momentos mais solitários de Jesus Cristo, que não deixaram de ser intensamente sacerdotais e salvadores”, disse o cardeal-patriarca de Lisboa, agradecendo a “criatividade com que tantos sacerdotes, diáconos e outros agentes pastorais têm usado as possibilidades mediáticas para acompanhar o Povo de Deus”.

D. Manuel Clemente valorizou também os grupos que se multiplicam nas famílias para “iniciativas de oração biblicamente inspirada e de devoção quaresmal”, recordando contextos da geogradia e da história em que “calamidades naturais, bélicas ou sanitárias” impediram a “presença sacerdotal”, levando as “famílias persistiram na oração”.

“Persistamos assim, caríssimos, nas comunidades e famílias, na vida consagrada e pastoral. Sobretudo agora, quando a nossa oração e solidariedade com os enfermos, as suas famílias e os que estão na primeira linha do combate à pandemia não podem faltar, nem faltarão”, sublinhou.

“São José nos guardará e a Mãe do Céu continuará a ser “Saúde dos Enfermos”, concluiu D. Manuel Clemente, lembrando que neste mês de março se assinala a Solenidade de São José, no dia 19, e da Anunciação do Senhor, no dia 25.

PR

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