D. Rui Valério manifesta «presença, solidariedade» e «comunhão» da Diocese das Forças Armadas e Forças de Segurança

Foto: Exército Português

Lisboa, 15 set 2020 (Ecclesia) – O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança destacou hoje a “serenidade” no acompanhamento aos militares na República Centro-Africana que testaram positivo à Covid-19, manifestando-lhes a sua proximidade e solidariedade.

“O estado de saúde é bom, eles estão agora em condições de confinamento para procedimentos normais, depois sobressai também o facto de que em termos operacionais tudo está a decorrer normalmente, nada está comprometido. Da parte da força existe uma serenidade e esta é a palavra fundamental, tanto mais que estamos em cres que tudo vai passar rapidamente”, disse D. Rui Valério à Agência ECCLESIA.

Os 88 militares portugueses que testaram positivo ao novo coronavírus integram uma forma de 180 militares destacados na República Centro-Africana (RCA) e estão assintomáticos.

O bispo do Ordinariato Castrense destaca a forma como o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA) está a acompanhar toda a situação.

O EMGFA informou, em comunicado, que os militares têm o “acompanhamento da equipa médica da força e em estreita articulação com as estruturas da saúde militar”, em Portugal, e todo o contingente português fez testes, com os restantes 92 efetivos a apresentaram resultado negativo.

“Os que testaram negativo estão ao abrigo de todas as atitudes e de todas as ações que o comando e as Forças Armadas de Portugal acham oportunas e necessárias para esta situação: Estão agora em condições de confinamento para procedimentos normais”, assinalou D. Rui Valério.

Neste contexto, sobre as medidas de segurança, acrescenta que a condição dos militares na base em Bangui (Campo M’Poko) “já é um estado de confinamento”.

“É uma força especial, uma força que está em permanente estado de operacionalidade. A condição em si já favorece isso”, acrescentou, sobre a presença dos militares que pertencem à Força dos Paraquedistas e que viajaram no início de 2020, por seis meses, e que “no sistema de rotatividade” outros militares que fazem parte da Força Nacional Destacada para a República Centro Africana “já estão preparados para” os substituírem.

D. Rui Valério afirma que estes militares destacados na missão da ONU na República Centro-Africana, “ao abrigo de implementar a paz naquela terra tão martirizada pela guerra”, e os outros militares que estão nas Forças Nacionais Destacadas “não estão sozinhos”, mas “estão acompanhados” pelo “oração, pela presença, pela solidariedade, tudo isso renovado quotidianamente na Eucaristia” da Diocese das Forças Armadas e Forças de Segurança.

“Há aqui uma comunhão, uma ligação espiritual que se estabelece e acho que isto é importante dizer neste momento. A primeira reação e atitude foi incrementar e incentivar, ativar ainda mais, esta presença, esta solidariedade, esta comunhão com eles”, referiu o responsável católico, acrescentando que, “juntamente com os capelães e com o povo crente das Forças Armadas”, segue “através da oração todas estas vicissitudes, todas estas operações”.

O bispo das Forças Armadas e Forças de Segurança indica que, neste momento, o capelão dos militares portugueses destacados na missão da ONU na República Centro-Africana pertence ao Regimento de São Jacinto e “é uma presença muito assídua através dos novos meios de comunicação”.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, como parte da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA).

LS/CB/OC

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