D. António Luciano pede cumprimento das orientações e «partilha verdadeiramente solidária» nas paróquias

Foto: Diocese de Viseu

Viseu, 22 mai 2020 (Ecclesia) – O bispo de Viseu incentivou à partilha e ao respeito pelas regras, nas orientações para a reabertura das igrejas ao culto público e para o regresso à “nova normalidade” da vivência da fé.

“O que fizermos e como o fizermos demonstrará o nosso grau de empenho e de corresponsabilidade. Confiamos em todos, certos de que não deverá ser por negligência nossa que esta crise sanitária se agudize”, escreve D. António Luciano, numa nota pastoral.

No documento ‘Alimentar a esperança na corresponsabilidade’, enviado à Agência ECCLESIA pela Diocese de Viseu, o bispo explica que “é missão de cada um” participar de “modo ativo” na “transição gradual” para uma “nova normalidade” com “liberdade e responsabilidade marcadas pela esperança”, depois do isolamento social provocado pela pandemia de Covid-19.

D. António Luciano pede à diocese que esteja atenta às “consequências humanas, sociais e económicas” provocadas pela pandemia e tornem-se uma Igreja mais «em saída» “ao encontro das famílias ou pessoas em necessidade”.

Promovamos nas paróquias uma partilha verdadeiramente solidária, uma cultura de cuidado e uma pastoral de caridade ao serviço do próximo; Exorta-se a que cada família, dentro das suas possibilidades, procure assumir o seu dever de contribuir para as necessidades económicas da paróquia”.

A Diocese de Viseu publicou orientações pastorais para a reabertura das igrejas ao culto público e para o regresso à “nova normalidade” da vivência da fé, tendo presente as orientações Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), de 8 de maio, da Direção Geral de Saúde (DGS) e das Autoridades de Saúde do ACES Dão Lafões e do CA ULS Guarda

Quem não pode “cumprir presencialmente o preceito dominical” é convidado à leitura orante da Palavra de Deus e à oração em casa, “aproveitando-se a transmissão mediática das celebrações.

D. António Luciano quer as comunidades sejam “lugares de bom acolhimento”, nesta situação de pandemia, e pede que se constituíam “uma ou mais equipas de acolhimento” com a missão de “cuidar que todos se sintam bem e que a saúde de ninguém seja posta em causa”.

Sobre as celebrações da Eucaristia, determina que se sigam as orientações da CEP, acrescentando, por exemplo, que no início das Missas “recordem-se aos fiéis as convenientes instruções para uma celebração em segurança sanitária – usar máscara e, se possível, usar um aplicador pessoal de gel desinfetante;  na procissão para a comunhão eucarística os fiéis “devem respeitar o distanciamento aconselhado” e “fica suspensa” a comunhão eucarística aos doentes.

“Todas as festas, as peregrinações, as romarias e as procissões estão suspensas”, até novas orientações, excecionalmente, na Solenidade do Corpo de Deus, a 11 de junho este ano, a Eucaristia “pode ser concluída com a Bênção do Santíssimo Sacramento”.

Sobre a celebração do Sacramento do Batismo “é desejável o adiamento” e a celebração do Matrimónio, da Confirmação (Crisma) ficam adiados “até novas orientações” e a Unção dos Enfermos “deve realizar-se apenas nos casos de necessidade urgente”

Na nota pastoral ‘Alimentar a esperança na corresponsabilidade’, o bispo de Viseu, D. António Luciano, exorta ao “cumprimento destas orientações com prudência, na paciência, na obediência e na esperança pascal”.

CB/OC

 

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