Vitória Furtado destaca apoio das Instituições Particulares de Solidariedade Social às populações na pandemia

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Foto: Lusa/EPA

Angra do Heroísmo, Açores, 30 set 2020 (Ecclesia) – A coordenadora do Centro Paroquial e de Bem-estar Social de São José, na Diocese de Angra, apelou a uma atenção “mais cuidadosa” para a área da saúde mental e assinalou que as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) estão “na linha da frente”, durante a pandemia.

“O distanciamento social, o isolamento, a adoção de comportamentos para protegermos a nossa saúde e a dos outros constituem mudanças que, para algumas pessoas, causam uma grande depressão psicológica”, explicou Vitória Furtado, no programa de rádio ‘Igreja Açores’.

A psicóloga afirma que se está “em tempo de olhar de forma mais cuidadosa para a área da saúde mental”.

A 10 de outubro assinala-se o Dia Internacional da Saúde Mental.

Segundo a coordenadora do Centro Paroquial e de Bem-estar Social de São José a pandemia da Covid-19 apresentou desafios para chegarem a mais pessoas e salienta que as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) “estão na linha da frente procurando”, de forma incansável, “dar resposta às situações concretas de vida das populações que acompanham”.

“Temos muitas IPSS no terreno e cada uma à sua maneira vai correspondendo às populações de proximidade como pode”, acrescenta a psicóloga.

Para Vitória Furtado “coragem e adaptação” são as palavras de ordem imediatas mantendo “a qualidade dos serviços” e “antecipando novas dificuldades” de “novos problemas”.

A coordenadora do Centro Paroquial e de Bem-estar Social de São José, em Ponta Delgada, assinala que não apareceram novos casos sinalizados de carências sociais neste tempo de pandemia a esta IPSS mas podem ter chegado a outras instituições, e estes tempos exigem, ainda mais, o trabalho em rede.

O centro paroquial e de bem-estar social dinamiza o projeto ‘São Lucas’ – Plano Integrado de Resposta à Pobreza da Paróquia de São José -, é parceiro na gestão do Fundo Europeu de Apoio a Pessoas Carenciadas, que chega a 266 pessoas em 10 freguesias, para além de várias parcerias com outras instituições.

“Apesar dos esforços e de muito já se ter feito ou disponibilizado, na verdade os meses de confinamento foram um desafio às IPSS que, de forma responsável e rápida, tiveram de ser adaptar a esta nova realidade, de acordo com as regras que semanalmente nos iam sendo comunicadas”, desenvolve.

Neste contexto, Vitória Furtado destaca que as estruturas residenciais ou serviços de apoio ao domicílio, com prestação de cuidados a idosos ou pessoas com deficiência, “têm sido postos à prova todos os dias”.

Segundo a coordenadora do Centro Paroquial e de Bem-estar Social de São José, fundado em 1957, a pandemia do novo coronavírus levou as instituições a “reaprenderem a ser mais na comunidade”, “ditando novas regras de gestão financeira” para que os recursos “ainda sejam mais rentabilizados” e no plano social “procurando ir ao encontro de cada vez mais pessoas”.

A nível interno da Instituição Particular de Solidariedade Social, acrescenta a psicóloga Vitória Furtado, a realidade “teve de ser adaptada a contingências de saúde e de contágio” uma vez que muitas lidam com grupos de risco”, divulga o sítio online ‘Igreja Açores’ da Diocese de Angra.

CB

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