D. Nuno Brás presidiu pela primeira vez à solenidade, na Madeira

Funchal, Madeira, 20 jun 2019 (Ecclesia) – O bispo do Funchal afirmou hoje que Jesus “pede” que “o seu anúncio e as suas ações” cheguem a quem não o conhece, na homilia da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

“[Jesus] pede-nos, hoje, que o seu anúncio e as suas ações possam estar próximos, e interpelar, convidar — hoje como na Galileia de há 2000 anos — a todos aqueles que ainda não se encontraram com Ele, mas a quem Ele não desiste de procurar, de encontrar, de amar”, disse D. Nuno Brás, no Largo do Colégio.

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, o bispo do Funchal explicou que “todas as vezes” que os fiéis comungam anunciam “a morte do Senhor até que Ele venha de novo na plenitude dos tempos”, isto é, anunciam o “amor até ao fim”.

“Anunciamos o amor na sua medida mais alta e excelente; anunciamos o amor que vence efetivamente o ódio, a guerra, o egoísmo; anunciamos o amor que transforma o mundo”, acrescentou.

Na Eucaristia, o bispo destacou que “grande é a graça” de poder olhar o Pão Eucarístico, e de contemplar o Deus morto e ressuscitado” a dar a vida”.

D. Nuno Brás explicou que a morte de Jesus,” longe de ser apenas uma morte injusta e sem sentido”, mostrou e mostra ainda hoje “a todo o que se deixar confrontar por ela, o quanto cada ser humano vale para Deus”.

Na celebração, antes da procissão do Corpo de Deus pelas ruas do Funchal, o preladoexplicou que a Cruz de Jesus Cristo “é o lugar do amor” que tudo pode porque “não é fruto de uma fantasia ou de um sentimento vago”.

“Na Cruz de Jesus Cristo vem-nos ao encontro a vida que vence a morte; e no Crucificado somos surpreendidos pela grandeza do ser humano, a grandeza de cada um de nós; a grandeza que permanece sem que nada mais a possa destruir”, desenvolveu D. Nuno Brás, na primeira vez em que presidiu à Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo como bispo do Funchal.

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade de Liège, na atual Bélgica, tendo sido alargada à Igreja latina pelo Papa Urbano IV através da bula “Transiturus”, em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

CB/OC

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