“Paz é amizade”, destacou o cardeal Pietro Parolin

Cidade do Vaticano, 31 ago 2021 (Ecclesia) – O secretário de Estado do Vaticano salientou que a paz “deve ser entendida, em última instância em termos positivos”, como a “promoção” daquilo que une, numa intervenção no ‘Korea Global Forum for Peace’ (KGFP), que começou hoje.

“Enquanto a justiça exige que não violemos os direitos dos outros e demos a cada um o que é devido, a caridade faz sentir as necessidades dos outros como nossas e promove uma cooperação frutífera. De contrário, continuaremos a construir uma ‘paz negativa’, a simples não-beligerância ou ausência de guerra”, disse D. Pietro Parolin na sua mensagem, divulga o ‘Vatican News’.

Ao ‘fórum pela paz’, promovido anualmente pelo Ministério da Unificação da República da Coreia, para discutir sobre a paz e a unificação da península asiática, o cardeal italiano explicou que a paz “deve ser entendida, em última instância em termos positivos”, como a “promoção” do que une.

“Poderíamos dizer que paz é amizade”, realçou o secretário de Estado do Vaticano, ao evento que recebe especialistas, pesquisadores e funcionários do governo de mais de 20 países.

‘Uma nova visão das relações intercoreanas e da comunidade. Pela paz, a economia e a vida’ é o tema do KGFP, que começou esta terça-feira, e está a decorrer pelos meios digitais, até 2 de setembro.

O cardeal Pietro Parolin destacou o papel das Igrejas no processo de paz na Península Coreana, a partir do Magistério da Igreja e dos últimos Papas, como a encíclica Francisco ‘Fratelli Tutti’, de Francisco, o conceito de “perdão”, lembrando a mensagem de São João Paulo II para o Dia Mundial da Paz em 2004.

O secretário de Estado do Vaticano partiu das palavras do Papa Paulo VI, que na encíclica ‘Populorum Progressio’ afirmou que os povos e as nações “devem se encontrar como irmãos e irmãs, como filhos de Deus, e trabalhar juntos para construir o futuro comum da humanidade”.

“O primeiro passo para acolher verdadeiramente os outros é aproximar-se deles, abrir espaço para eles na nossa vida, estar disposto a partilhar as nossas alegrias e tristezas, a construir relações autênticas”, referiu.

Neste contexto, D. Pietro Parolim explicou também a importância do “acompanhamento” e da “escuta” que é a “chave para a resolução dos conflitos, a mediação cultural e a pacificação nas comunidades e grupos”, informa o ‘Vatican News’.

O Papa Francisco visitou Seul, a capital da Coreia do Sul, em agosto de 2014, tendo apelado à reunificação na península coreana, dividida desde 1953.

CB

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