Docente da UCP assinala que prolongamento da situação vai obrigar a «reajustes» de linguagem

Lisboa, 23 set 2020 (Ecclesia) – Rita Figueiras, professora da Universidade Católica Portuguesa (UCP) e investigadora na área da comunicação, defendeu um investimento continuado na “pastoral digital”, por parte da Igreja Católica, que se revelou importante no recente confinamento.

O maior problema será, parece-me, se esta situação se prolongar no tempo, ao ponto de ter de se reestruturar todos os contextos: eclesial, profissional, escolar”, assinala a entrevistada na edição de hoje nas ‘Conversas Originais’, um projeto da Agência ECCLESIA que decorre ao longo do mês de setembro.

A especialista espera que regresso ao encontro presencial não retire “todo o investimento ao digital”, que permitiu uma presença “possível e ajudou a “assegurar o essencial”, perante o desafio da pandemia.

“Pelo facto de se poder utilizar a internet, a transmissão da Missa em direto”, num contexto circunscrito temporal, “o essencial não fica comprometido, antes pelo contrário”, é uma “forma de manter a proximidade”, sustenta.

Num momento em que é difícil determinar a duração da atual crise sanitária e social, Rita Figueiras admite que possa vir a acontecer uma diluição da memória da “experiência do lugar”.

Essa situação iria levar a reajustes de linguagem, de contexto, atendendo à forma como o contexto tecnológico “interfere na construção da palavra, na construção da imagem”.

“É fundamental acompanhar este processo de transformação tecnológica”, insiste a docente da UCP.

Rita Figueiras é a convidada desta semana das ‘Conversas Originais – das palavras à ação’, transmitidas e publicadas online, às 17h00, e do programa Ecclesia, na rádio Antena 1, pelas 22h45.

O tema liga-se às Jornadas Nacionais de Comunicação Social, que vão decorrer online entre quinta e sexta-feira.

LS/OC

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