Investigadora da UCP fala em «processo de aceleração» que exige maior capacidade de adaptação

Lisboa, 24 set 2020 (Ecclesia) – Rita Figueiras, professora da Universidade Católica Portuguesa (UCP) e investigadora na área da comunicação, destacou que são os contextos que “dão sentido e significado à tecnologia”, falando do seu impacto na chamada “Geração Z”, sem memória do pré-internet.

“Cresceram num ambiente em que o digital e todas as tecnologias potenciam a interação, em escala mais reduzida -, de um para um -, de um para muitos e de muitos para muitos, em simultâneo. São tecnologias mais envolventes e reclamam mais de cada um”, assinala a entrevistada na edição de hoje nas ‘Conversas Originais’, um projeto da Agência ECCLESIA que decorre ao longo do mês de setembro.

Segundo a especialista, os atores deste processo são tanto os jovens como as empresas digitais, que limitam possibilidades de comunicação pela arquitetura das plataformas.

“Os jovens entram nos códigos tal qual eles existem e comunicam dentro de um conjunto de parâmetros, ainda que possam desconhecer que estes condicionam as suas possibilidades de expressão”, precisa.

Rita Figueiras aborda, em particular, a necessidade de modelos de aprendizagem levem em conta que “nem todos os jovens são iguais”, após a experiência de aulas à distância feita durante o confinamento.

“O professor também tem de reconhecer a cultura do aluno”, acrescenta.

A investigadora destaca que o chamado “fosso geracional” já existia antes da tecnologia, mas este fez com que “sejam precisos menos anos para que esse fosso seja maior”.

“Há um processo de aceleração” que exige maior capacidade de adaptação às gerações que não estão nesta cultura, indica ainda.

Rita Figueiras é a convidada desta quinta-feira das ‘Conversas Originais – das palavras à ação’, transmitidas e publicadas online, às 17h00, e do programa Ecclesia, na rádio Antena 1, pelas 22h45.

LS/OC

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