Contrariando movimentos de «aglutinação de paróquias e estruturas», Diocese de Coimbra constituiu nova comunidade com «grande» participação dos jovens

Foto: Agência ECCLESIA/LFS

Coimbra, 29 set 2020 (Ecclesia) – O padre Francisco Claro, da nova reitoria do Coração Imaculado de Maria, na diocese de Coimbra, diz que a constituição desta “quase paróquia” foi “um ato de coragem”, numa altura em que se assiste à “aglutinação” de estruturas.

“Este é um gesto de grande coragem pastoral do nosso bispo D. Virgílio Antunes, num duplo sentido: audácia e de coração, porque sei que, sente muito presente a necessidade de uma melhor atenção pastoral para esta área norte da cidade de Coimbra”, explica à Agência ECCLESIA o pároco do espaço que nasceu no dia 13 de setembro.

Contrariando o “movimento de aglutinação de estruturas que se vão fundindo”, o padre indica “o fundar e nascer de novo” de uma comunidade “há muito desejada” onde os jovens têm um papel fundamental e desde a primeira hora se “afirmaram presentes”.

“Esta comunidade cristã só se pode edificar e dar estes passos porque os jovens disseram presente, seja o grupo de jovens, seja o movimento escutista, mas todos os que colaboram connosco. É uma comunidade muito juvenil, um grande dom de Deus, de termos muitos jovens que querem colaborar”, dá conta o responsável nas «Conversas originais» de hoje.

No dia 13 de setembro, D. Virgílio Antunes assinou o decreto que constituía a nova reitoria do Coração Imaculado de Maria, uma comunidade que Francisco Godinho, do grupo «Jovens do Mundo» explica, já existia em vontade.

“Havia vontade de estarmos juntos há muito tempo. Agora conseguimos materializar o que ambicionávamos há muito tempo. Os dias 12 e 13 de setembro foram essenciais com a vinda da imagem peregrina e um projeto agarrado pelos jovens para que todos se sentissem seguros neste espaço para receber a imagem e dar início físico a esta paróquia ambicionada há alguns anos”, traduz.

Luís Figueiredo, do agrupamento de escuteiros, realça a “parceria muito saudável” que houve entre todos os que querem fazer parte da nova reitoria, mostrando que os projetos se realizam quando as forças se juntam.

“É um recomeço em força, notou-se bem nos dias 12 e 13 de setembro. A medo, porque estamos em situação de pandemia, mas conseguimos realizar isto e em segurança”, afirma.

O padre Francisco Claro explica que durante o tempo de confinamento as atividade não pararam, com reuniões em modo digital e uma presença nas redes sociais que permitiram trabalhar e preparar o começo físico.

“O retomar do culto, a partir de final de maio, permitiu dar passos para que nesta altura, (se concretizasse) este passo há muito tempo desejado, de ver reconhecida a sua autonomia, a sua identidade como comunidade cristã”, finaliza.

As ‘Conversas Originais – das palavras à ação’, são transmitidas e publicadas online, às 17h00, e no programa Ecclesia, na rádio Antena 1, pelas 22h45.

LFS/LS

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