Um dia diferente para os Museus e os desafios da pandemia para o património

Lisboa, 15 mai 2020 (ECCLESIA) – A diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja considera que a celebração do Dia Internacional dos Museus, a 18 de maio, assume este ano um “destaque especial ” face às consequências da pandemia de Covid-19.

Apesar dos museus estarem encerrados, tem sido feito “muito trabalho de bastidores nem sempre visível”, realça Sandra Costa Saldanha, convidada da edição de hoje das ‘Conversas na ECCLESIA’, que contam ainda com a participação do padre Joaquim Ganhão.

O diretor do Museu Diocesano de Santarém realçou  que os museus são “realidades vivas” e “dão uma oferta acrescida”, mesmo durante a crise sanitária.

Os museus “são uma oferta de beleza e ao mesmo tempo de memória para as pessoas” e, em simultâneo, “são lugares de preservação do património” e vai ser “uma felicidade reabrir as portas” neste dia.

A celebração do Dia Internacional dos Museus é “um estímulo” e “uma oferta”, mas “também um alerta às comunidades para as realidades que têm”, disse o padre Joaquim Ganhão.

Os tempos atuais trazem “desafios acrescidos” para se poder abrir as portas “em segurança” porque é fundamental “preservar a memória mas também a saúde”, acentuou.

Nos últimos meses, os espaços museológicos têm realizado “várias iniciativas” e, procurando “com criatividade”, atingir a sua meta que “é a relação com o público”, frisou pir sua vez, Sandra Costa Saldanha.

“Não sendo possível” as visitas, há um “novo cenário” que tem sido potenciado, as “iniciativas online”.

A diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja deu o exemplo da Diocese de Viseu que, “há mais de um mês, lançou uma exposição online” intitulada “Diário de Grandes Viagens”, e que, diariamente, “dá a conhecer algum do seu património”.

Antes deste período de confinamento, os meios digitais já eram “fundamentais”, mas agora são “absolutamente obrigatórios” visto que são a “única janela e possibilidade de comunicação”, frisou Sandra Costa Saldanha.

Até ao final do ano, os projetos que estão a decorrer “vão dar os seus frutos”, finalizou a diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja.

O projeto “Conversas na Ecclesia” tem objetivo de para partilhar, de segunda a sexta-feira, um tempo de diálogo sobre cinco temas, publicados nas redes sociais, a partir das 17h00.

A semana começa com temas direcionados para jovens, depois a solidariedade e o cuidado da casa comum, as novas formas de liturgia e de pertença, os acontecimentos vividos a partir do Vaticano e, a terminar a semana, uma conversa com propostas e perspetiva culturais.

LFS/OC

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