Responsável Mundial das Escolas e Centros de Formação Profissional dos Salesianos diz que sociedade não pode marcar «uma geração Covid»

Lisboa, 16 jun 2021 (Ecclesia) – O padre Tarcízio Morais, responsável Mundial das Escolas e Centros de Formação Profissional da Pastoral Juvenil dos Salesianos, disse à Agência ECCLESIA que a pandemia trouxe um “novo sentido de comunhão” e uma oportunidade para “criar uma escola nova”.

“Eu espero que não haja uma geração Covid, uma expressão da primeira ministra da Finlândia, e temos de todos, como sociedade fazer o impossível para não marcarmos uma geração, como Covid, porque não aprendeu, não tem oportunidade, não pôde fazer, tudo o que fizermos para superar esta ideia para chegar a uma nova normalidade, onde toda a pessoa seja integrada no seu ser, é fundamental”, afirmou o sacerdote.

O Responsável Mundial das Escolas e Centros de Formação Profissional da Pastoral Juvenil dos Salesianos, a viver em Roma, costuma dizer que a “escola já estava em crise” antes da pandemia e, havendo esta noção, sugere “aproveitar a oportunidade”.

“Temos de aproveitar esta oportunidade para criar uma escola nova, onde saibamos caminhar para nova realidade e integração da pessoa num espaço de comunhão e saber o que queremos com a escola, julgo que é um desafio para as escolas dos Salesianos, mas também para a escolas católicas e a escola no seu todo”, aponta.

O padre Tarcízio Morais tem acompanhado a situação de pandemia ao nível global, através dos feedbacks que lhe chegam de todas as escolas Salesianas, desde “o primeiro impacto de incertezas e medos” aos pedidos de ajuda de “o que fazer e como fazer”. 

“Noutro hemisfério é quase o início do ano e desta perspetiva global vemos um contínuo desta realidade sem os tempos tão marcados; sinto que há uma deslocação de uma mesma situação para diferentes contextos e realidades, houve num primeiro momento uma improvisação e o medo, depois foi acontecendo a oportunidade de partilhar boas práticas, o que nos deu grande sentido de comunhão”, assume.

À luz do que dizia o fundador da congregação, São João Bosco, “educar é uma coisa do coração” o sacerdote destaca que tudo o que se aprende “não só dimensão cognitiva de aprendizagem” mas “também o lado emotivo”, uma faceta a valorizar numa “nova normalidade”.

As «Conversas na Ecclesia» desta semana têm o mote do final de ano letivo, vão percebendo as várias realidades e os efeitos da pandemia, de segunda a sexta-feira, às 17h00 no site ECCLESIA e às 22h45 no programa de rádio da Antena 1.

SN

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