«Não conseguimos trabalhar, tivemos sempre a porta fechada», relata proprietária de hotel

Fátima, 10 mai 2021 (Ecclesia) – Natália Neves, proprietária do Hotel Alecrim, na Cova da Iria, disse à Agência ECCLESIA que os “últimos meses foram para esquecer”, sublinhando que “Fátima não sabe viver sem multidões”.  

“São meses para esquecer, sem dúvida este tempo da pandemia não nos traz boas recordações: não conseguimos trabalhar, tivemos sempre a porta fechada”, lamenta Natália Neves em declarações à Agência ECCLESIA.

Com as limitações impostas pela pandemia o Hotel, que existe desde 1982, e do qual é proprietária, esteve de “portas fechadas desde março de 2020 para depois abrir em maio e aos fins-de-semana, no verão”.

“Penso que Fátima não sabe viver sem multidões, isto estava preparado assim, mas sobrevive… eu gosto muito do silêncio do santuário mas foi muito prolongado, sem visitantes, sem peregrinos Fátima não é Fátima e digo isto porque havia ruas vazias, deu para desesperar”, conta a entrevistada.

Natália Neves alimenta a esperança de que volte alguma normalidade, “talvez não com a dimensão de 2017 ou 2018, afinal o ano de 2019 já foi ano fraco”. 

“Agora não há grupos e até temos receio de ter porque não sabemos com o que contamos, por exemplo grupos de outros países não sabemos o que vai acontecer, temos de esperar”, assume.

Natural de Fátima, Natália Neves regressou já adulta depois de ter vivido em Lisboa, mas continua com a mesmo devoção mariana que a levou a ser leitora no santuário. 

As minhas súplicas, sempre que visitava a capelinha é que Fátima voltasse a ter peregrinos, visitantes e turistas, supliquei muitas vezes que a Fátima voltasse este movimento”. 

Durante o mês de maio a responsável do espaço hoteleiro tenta sempre cumprir a promessa de ir ao santuário todos os dias e no dia 12 faz questão de estar na procissão das velas.

“A noite tem um encanto muito grande, a luz das velas que os fieis peregrinos mostram e vivem toca-nos muito, só quem for para ali só para ver percebe que há qualquer coisa de sobrenatural, seja o silêncio seja também a paz”, reconhece.

LFS/SN

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