Presidente da Cáritas Portuguesa diz que famílias e sociedades desenvolveram competências que é preciso manter no pós-Covid-19

Foto: Lusa

Lisboa, 16 abr 2021 (Ecclesia) – Rita Valadas, presidente da Cáritas Portuguesa, disse à Agência ECCLESIA que é necessário aplicar, no futuro, as “lições” da experiência que a pandemia trouxe à vida das famílias e da sociedade

“Todos nós fomos obrigados a assumir papéis que não eram os nossos: os pais tiveram de ser professores, tivemos de encontrar estratégias de animação, entre uns e outros”, refere, em entrevista que é emitida hoje na Antena 1 da rádio pública.

A responsável realça que, nos últimos meses, ficou clara uma “interdependência funcional” enorme, entre todos, pelo que as competências e capacidades desenvolvidas devem ser conjugadas para criar novas respostas que “protejam melhor as pessoas mais frágeis”.

Rita Valadas dá como exemplo o apoio domiciliário, considerando que não é apenas um serviço a idosos, uma visão que “deixa tanto de fora”

“Quantas mães, com famílias numerosas, não vivem problemas enormes, em casa? E muitas vezes colapsam, por não ter apoio”, aponta.

Para a presidente da Cáritas, na organização da resposta social é preciso “tirar as lições deste tempo” de pandemia.

“Tivemos tempo para olhar para as coisas, pensar nelas. Essas lições são absolutamente preciosas, indispensáveis quer para a vida familiar, quer para as grandes estratégias”, declarou.

A convidada assinala ainda a importância de planear com “sabedoria” e com “resiliência”.

“A estratégia é uma condução iluminada para o futuro, mas tem de ser realista, tem de saber o que acontece no terreno, não pode ser sonho”, conclui.

Rita Valadas é a convidada do programa Ecclesia, na Antena 1 da rádio pública, de segunda a sexta-feira desta semana, numa conversa inspirada pela celebração da festa da Divina Misericórdia, que a Igreja Católica assinalou no último domingo.

OC

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