Religioso franciscano sugere gestos em família para recordar quem partiu

Lisboa, 03 nov 2020 (Ecclesia) – Frei Hermínio Araújo, religioso franciscano, destacou a importância dos rituais, pela sua capacidade de marcar “a intensidade do momento, daquilo que é vivido” e remete para “um fundo de experiência relacional, espiritual”.

“Esta experiência muito humana dos rituais está nas mais diversas dimensões na vida, mas sobretudo nesta experiência concreta do luto é algo de muito significativo”, destaca o convidado de hoje no novo ciclo ‘Conversas do Silêncio’, que decorre ao longo de novembro, com atenção às temáticas do luto e do sofrimento.

O religioso destaca que, apesar de eventuais limitações, é possível unir a família, em silêncio, em oração, diante de uma vela, em casa, para “marcar a diferença na correria do dia a dia”, ou um ramo de flores que é “colocado num lugar de destaque”.

O ritual, observa o frade franciscano, ajuda à adaptação ao processo de perda, reforçando o papel da “rede familiar”.

“O luto é sempre um processo doloroso, de adaptação a uma perda, que acarreta bastante sofrimento”, precisa.

Frei Hermínio Araújo recorda que, durante a pandemia, muitos rituais do luto se alteraram e podem gerar dificuldades, no futuro, com pessoas a viver “uma crise dentro da crise”.

“Todos nos dizem, vamos dizendo uns aos outros, porque estamos conscientes da gravidade da situação, que há muita coisa que não podemos fazer, para controlar os contágios. Mas há coisas nos rituais de luto que nós podemos fazer, que nós devemos fazer”, aponta.

No mês de novembro, a Agência ECCLESIA apresenta as ‘Conversas do Silêncio’, publicadas online pelas 17h00 e emitidas no programa Ecclesia, na Antena 1 da rádio pública, pelas 22h45, de segunda a sexta-feira.

OC

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