D. Fridolin Ambongo Besungu destaca papel da Igreja Católica, no apoio à população

Foto: Lusa

Cidade do Vaticano, 04 out 2019 (Ecclesia) – O novo cardeal da República Democrática do Congo, D. Fridolin Ambongo Besungu, disse hoje no Vaticano que as principais preocupações no país são a epidemia de ébola e a instabilidade política no leste do país africano.

Em declarações aos jornalistas, na sala de imprensa da Santa Sé, o arcebispo de Kinshasa admitiu destacou que a Igreja Católica tem procurado “sensibilizar o povo para adotar novos comportamentos”, lamentando que o clima de insegurança impeça intervenções humanitárias.

“O Governo e a OMS fazem o seu melhor, mas a grande dificuldade no leste são os bandos armados e a insegurança, que não permitem às equipas sanitárias ir a todo o lado”, observou.

A República Democrática do Congo registou 20 novos casos de Ébola, na última semana, elevando para cerca de 3200 o total de infeções desde agosto de 2018.

“O papel da Igreja ao lado dos peritos de saúde é sensibilizar o povo e fazemo-lo. O ébola não é uma doença qualquer, é uma doença que se propaga a partir do contacto do doente; se tivermos um comportamento responsável, podemos facilmente controlar a doença”, destacou o arcebispo Fridolin Ambongo Besungu, que este sábado vai ser criado cardeal pelo Papa, tornando-se o segundo elemento da República Democrática do Congo no colégio cardinalício.

O responsável católico espera que a participação de várias representações políticas do seu país desperte em todos a “responsabilidade para continuar a apelar uns aos outros, a olhar mais para o interesse do povo mais do que para os interesses privados e egoístas”.

D. Fridolin Ambongo Besungu, religioso capuchinho, disse estar alinhado com as preocupações do Papa Francisco “com o povo, com os mais pequenos, com as periferias”, recordando a sua experiência pessoal como presidente da Comissão Justiça e Paz e da Comissão para os Recursos Humanos do Congo.

OC

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