«Este gesto vai à essência do que é a nossa fé e do testemunho efetivo que dela somos chamados a dar» – D. Virgílio Antunes

Coimbra, 08 jun 2020 (Ecclesia) – A Paróquia de São José, na Diocese de Coimbra, está a promover a campanha ‘AME, São José Cuida!’, apresentada este sábado, com três áreas (arcos) de intervenção para o apoio à população afetada pela pandemia.

“Este é um dos gestos mais belos que se podem realizar pois vai à essência do que é a nossa fé e do testemunho efetivo que dela somos chamados a dar”, disse o bispo de Coimbra, na cerimónia de lançamento da campanha solidária.

D. Virgílio Antunes assinalou que os “gestos proféticos são necessários, tenham significado, alguma visibilidade” mas o importante é que a vida da Igreja e de todos os fiéis seja profética no “sentido de anúncio, não somente teórico, mas uma realidade bem viva, bem localizada, bem presente nos contextos” onde estão inseridos.

A Paróquia de São José explica que a campanha solidária surge para responder às situações de carência que “não param de aumentar” e apoiar as vítimas da pandemia de Covid-19, que originou uma crise também económica e social onde muitas famílias são “confrontadas com necessidades urgentes que exigem respostas imediatas”.

“Desde famílias em que o pai e a mãe estão em lay-off ou perderam os empregos, a idosos que vivem sozinhos sem ninguém que os visite, a imigrantes que ficaram sem fonte de rendimento, ou aos sem-abrigo que viram agravar-se ainda mais a sua situação num tempo em que a ajuda efetiva na rua foi reduzida”, contextualiza a paróquia da Diocese de Coimbra, em informação enviada à Agência ECCLESIA.

“Todos os dias nos batem à porta novos pedidos de ajuda, telefone não para de tocar todos os dias”, relatou Marisol Simões, do Centro de Acolhimento João Paulo II, uma associação de fiéis, católica, sem fins lucrativos que resulta da congregação das três Conferências Vicentinas da Paróquia de São José, que “nunca parou a sua intervenção” e se antes da pandemia apoiavam cerca de 200 famílias, “agora” são “260”.

Os fundos angariados no ‘Arco Material’ da campanha ‘AME, São José Cuida!’ vão ser canalizados para o Centro de Acolhimento João Paulo II, que vai responder às várias necessidades, e todas as pessoas podem colaborar pelo IBAN  PT50 0035 0185 00023175 030 18, até final do mês de julho.

O pároco da comunidade de São José, o padre Jorge Silva Santos, explicou que o objetivo é “ir ao encontro da pessoa no seu todo” com esta iniciativa, por isso há mais duas dimensões, o ‘Arco Afetivo’ e o ‘Arco Espiritual’, dado que “os medos não se vencem só com dinheiro mas com proximidade”.

“O que podemos fazer é só uma gota de água no oceano das dificuldades, mas com a colaboração de muitos juntaremos um caudal de água e daremos alegria a muitas pessoas e a nossa alegria, daqueles que servem, será ainda maior”, assinalou o sacerdote.

No ‘Arco Afetivo’ inclui-se envio de cartas a “idosos em situação de fragilidade”, para “uma palavra de apoio, solidariedade, carinho”, com a ajuda dos vários grupos de crianças e jovens da paróquia; quem quiser pode participar e o remetente pode partilhar a sua morada para “futuro contacto do destinatário, numa dinâmica para aproximar pessoas e gerações”.

Na sua terceira dimensão, o ‘Arco Espiritual’ pretende receber “pedidos de oração por pessoas que vivam situações de particular fragilidade”.

Membros da Paróquia de São José vão estar disponíveis para “orar por cada um desses casos”, a equipa sacerdotal e profissionais para o “apoio espiritual, psicológico e emocional”.

No sítio online da iniciativa de apoio às vítimas da Covid-19 – ame.igrejasaojose.pt, a paróquia tem à disposição um modelo de carta, onde quem quiser pode inscrever-se, e vai ser o “canal privilegiado” para os pedidos de oração.

A campanha ‘AME, São José Cuida!’ foi apresentada este sábado, no final de uma Missa campal, presidida por D. Virgílio Antunes, e que deu início ao programa Dia da Igreja Diocesana.

CB/OC

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