Transmissão da fé, a todas as gerações, é objetivo do ano pastoral da diocese

Foto: Diocese de Coimbra

Coimbra, 03 out 2022 (Ecclesia) – D. Virgílio Antunes afirmou, nas Jornadas de Pastoral da diocese de Coimbra, que a Igreja tem necessidade de “chamar, formar e enviar” pessoas para a missão da Igreja, lamentando a “diminuição” da disponibilidade para o “serviço aos outros”.

“Chamar, formar e enviar, porque tudo o que temos estado a refletir precisa de cristãos disponíveis para participar mais ativamente no processo formativo. Analisar a possibilidade de formação, dentro do nosso quadro de escola diocesana de teologia e ministérios. Temos algumas possibilidades de formação dirigida ao intelecto, razão e pensamento, que não reduz as outras possibilidades formativas que seguem uma linha mais existencial e que devem ter lugar em arciprestados, em comunidades pastorais onde se vive a vida de discípulos quotidiana”, explicou o bispo de Coimbra, no encerramento do encontro.

O responsável pediu que as comunidades cristãs possam fazer um discernimento sobre que pessoas disponíveis para as missões da Igreja.

“Há uma diminuição do número de pessoas que aceitam ser chamadas, formadas e enviadas para uma missão de liderança e disponíveis para estar ao serviço de outros. É uma dificuldade que estamos a sentir”, deu conta aos presentes.

As Jornadas de Pastoral, dedicadas ao tema «Transmitir e Viver a fé. Acompanhar em todas as idades» conduziu os trabalhos nos dias 1 e 2 de outubro, que quiseram analisar as “dificuldades e desafios” na transmissão da fé, bem como perceber como a catequese pode ajudar essa tarefa da Igreja.

D. Virgílio Antunes destacou os ministérios recentemente instituídos pela Igreja, de leitor, acólito e catequistas, e reforçou a capacidade de a Escola diocesana de Teologia e Ministérios estar disponível para a formação.

“Não significa que isto vá resolver todas as questões com que a Igreja se debate para fazer o seu caminho de anúncio e evangelização mas compreendemos que há alguns órgãos, meios e estruturas que, esperamos alicerçadas em intuições do Espírito, que ajudem a favorecer tudo o que já somos e fazemos”, indicou.

O responsável pediu ainda que as estruturas diocesanas, e todos os grupos, sejam constituídos de “formas sinodal, com a participação de todos”.

“Ninguém virá cá substituir-nos no que for, somos nós que aqui estamos que devemos fazer este caminho e encontrar as formas, os meios e as pessoas que colaborarão com a Igreja na realização desta missão”, reconheceu.

A diocese de Coimbra vai centrar o seu ano pastoral na transmissão e vivência da fé, sem “negar nada do contexto dos jovens e da necessidade de uma participação mais viva na vida da Igreja e da introdução mais plena da Igreja na vida dos jovens”, explicou o bispo diocesano.

Na missa de abertura do ano, este domingo, D. Virgílio Antunes reforçou que o objetivo de transmissão da fé se destina a “todas as gerações”, “procurando os métodos mais adequados para fazer chegar a mensagem”.

“Para transmitir a fé há que a viver como uma bênção que transforma a vida. Sabemos que o discurso dirigido à inteligência e à razão têm a sua importância porque há um conteúdo a comunicar, mas sabemos que o testemunho alegre que acredita e vive em Igreja, é portador de uma força que arrasta e seduz. Havemos de valorizar cada pessoa, de todas as idades e privilegiaremos a presença, amizade e acompanhamento como método”, indicou.

LS

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