D. Virgílio Antunes afirmou na Missa do Galo que esta quadra foi muitas vezes um «tempo de palavras» e de «sinais pouco significativos»

Foto: Miguel Cotrim

Coimbra, 25 dez 2020 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra afirmou na homilia da Missa da Noite de Natal que o presépio é um “símbolo da fraternidade universal” e disse que as celebrações natalícias deste ano podem “ficar na história”.

“Este ano o Natal pode ficar na nossa história pessoal e comunitária como um verdadeiro tempo de graça, apesar das circunstâncias tão dolorosas em que o vivemos. No meio das trevas a luz pode brilhar de forma mais intensa e pode fazer-se sentir melhor o seu calor”, afirmou D. Virgílio Antunes.

Para o bispo de Coimbra, o Natal “foi, porventura muitas vezes, um tempo de palavras, uma época de rituais, um repetir de sinais pouco significativos”.

“O Natal passou-nos muitas vezes ao lado e celebrámo-lo frequentemente a falar de alegria quando estávamos alegres, a falar de esperança quando estávamos confiantes, a falar de festa com a mesa farta e a família reunida, a falar de paz quando reinava a amizade, a falar de consolação quando estávamos consolados”, afirmou.

D. Virgílio Antunes considera que o Natal de Jesus Cristo oferece “uma perspetiva positiva” acerca da condição humana, que pertence toda à mesma família.

“O Natal leva-nos muito para além da solidariedade na desgraça, conduz-nos a uma profissão de fé na fraternidade que nos une e que faz de nós obreiros da alegria universal de viver”, sublinhou.

O bispo de Coimbra referiu-se também ao presépio, considerando que se transformou em “símbolo da fraternidade universal”.

“Todos na mesma barca, sentir-nos-emos solidários nas mesmas dores, mas também a partilhar, como irmãos, os mesmos sonhos de salvação”, concluiu o bispo de Coimbra.

PR

Homilia do bispo de Coimbra na Missa da Noite de Natal

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