Coimbra: Bispo aponta que o «único caminho para a paz» é a «vida segundo a Boa Nova de Jesus»

D. Virgílio Antunes lembrou fidelidade e amor de Deus na Missa de Domingo de Ramos, no início da Semana Santa

Coimbra, 30 mar 2026 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra lembrou, na Missa de Domingo de Ramos, na Sé Nova, a “humanidade martirizada” pelas “guerras”, “injustiças” e “divisões que matam”, ligando-a à contemplação da “paixão de Cristo”, acontecimento inspirador da renovação do mundo desejada.

“O único caminho para a paz, a reconciliação e a fraternidade que transformam o mundo, é a vida segundo a Boa Nova de Jesus que se oferece em dádiva de amor”, afirmou D. Virgílio Antunes, na homilia disponibilizada no site da Diocese de Coimbra.

Na Eucaristia que assinalou o início da Semana Santa, o bispo diocesano assinalou que a paixão de Jesus Cristo constitui a “prova da fidelidade e do amor de Deus” por todos.

“Apesar de cheias de beleza e de verdade, as palavras da revelação de Deus no Antigo Testamento e as palavras de anúncio da Boa Nova do Novo Testamento precisavam de ser provadas pelos gestos, pelos acontecimentos”, indicou.

D. Virgílio Antunes destacou que “a fidelidade de Deus levou-O a cumprir sempre as promessas feitas ao seu povo eleito” e que “agora leva-O a cumprir a promessa de amor a toda a humanidade, a realizar as bem-aventuranças proclamadas no monte, a mostrar a realidade da sua misericórdia e a verdade da sua salvação”.

A paixão e morte na cruz de Jesus, o sofrimento, a oferta da sua vida e a sua morte, prosseguiu, são, por sua vez, o exemplo da fidelidade de Cristo e do amor ao Pai e à humanidade.

“Não temos outra prova para a nossa fé, senão esta da paixão de Jesus, o Filho de Deus, que cumpre fielmente a promessa do Pai”, expressou.

Foto: Diocese de Coimbra

O bispo de Coimbra exortou a recordar “as relações entre os esposos, entre os pais e os filhos, entre as pessoas que se amam de verdade”, indicando que “são necessárias as palavras e as promessas de fidelidade e de amor, mas são imprescindíveis os gestos de cada dia”.

“Dá-se a prova da fidelidade e do amor, quando se vive verdadeira paixão pelos outros, isto é, quando se é capaz de sofrer com os outros e pelos outros. A prova maior é a da disponibilidade para dar a vida a favor dos outros ou em vez dos outros nos acontecimentos de cada dia”, explicou.

Na homilia, D. Virgílio Antunes defendeu que a “falta do sentido de Deus e a perda da dimensão religiosa e crente da vida” deixam todos “vulneráveis” à “débil humanidade: “A fidelidade enfraquece e o amor somente humano pode mesmo corromper-se”.

“Peçamos, hoje, ao Senhor, o dom da fidelidade e do amor inspirados em Jesus Cristo, diante de quem nos ajoelhamos em adoração, louvor e gratidão pela sua oferta por nós ao Pai”, concluiu.

A Igreja Católica inicia, com o Domingo de Ramos, a Semana Santa, momento central do ano litúrgico, que recorda os dias da prisão, julgamento e execução de Jesus, culminando com a Páscoa, celebração da ressurreição de Cristo.

LJ/OC

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