Lisboa, 06 ago 2018 (Ecclesia) – A Conferência Episcopal do Chile assumiu, em assembleia extraordinário, erros na gestão de casos de abusos sexuais cometidos por membros do clero ou em instituições católicas, anunciando novas medidas.

“Às vezes não soubemos reagir rapidamente diante dos dolorosos abusos sexuais, de poder e de autoridade, e portanto, pedimos perdão em primeiro lugar às vítimas e aos sobreviventes”, assinalam os bispos católicos.

A declaração foi aprovada no final da Assembleia Plenária extraordinária que decorreu de 30 de julho a 3 de agosto, para tratar do escândalo dos abusos sexuais.

Os responsáveis admitem que nem sempre souberam “ouvir, acreditar, participar ou ajudar as vítimas dos graves pecados e injustiças cometidos por sacerdotes e religiosos”.

Os bispos católicos anunciam medidas, como a total disponibilidade em cooperar com a Procuradoria da República, promovendo a informação transparente das investigações sobre os abusos e a publicação online dos nomes dos sacerdotes que cometeram abusos.

A advogada Ana María Celis Brunet foi nomeada como nova presidente do Conselho Nacional para a prevenção de abusos e o acompanhamento das vítimas – cargo ocupado anteriormente por um bispo – e Pilar Ramírez Rodríguez como diretora-executiva do Departamento para a prevenção de abusos e para a implementação das decisões do Conselho Nacional.

“Sabemos que as decisões e compromissos de curto e médio prazo que anunciamos não resolvem, por si sós, o dramático flagelo do abuso na nossa Igreja nem as complexas causas e raízes do mesmo”, pode ler-se.

OC

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