Fernando Moita convidou ao encontro «com o Senhor» que «justifica» a serem catequistas, no Porto

Porto, 15 jul 2026 (Ecclesia) – O diretor do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) da Igreja Católica em Portugal, incentivou os participantes das Jornadas Catequéticas do Porto a implementarem o novo itinerário da catequese, e a dar “eco do encontro com o Senhor”.
“As crianças e os adolescentes precisam de recursos que favoreçam o encontro com Jesus Cristo. A Igreja em Portugal está a fazer esse esforço e todos somos chamados a abraçar este desafio”, disse Fernando Moita, na sessão de abertura das Jornadas Catequéticas, este sábado, na Casa Diocesana do Vilar, no Porto.
Na informação enviada hoje à Agência ECCLESIA, o portal online ‘Educris’, do SNEC, recorda que o novo ‘Itinerário de Iniciação à Vida Cristã das Crianças e dos Adolescentes com as Famílias’, foi publicado pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em 2022.
“Não é apenas um programa; é um caminho. Um caminho de encontro com o Senhor que somos chamados a percorrer com as crianças, os adolescentes e as famílias”, realçou o diretor do SNEC, nas Jornadas Catequéticas 2026 da Diocese do Porto
Fernando Moita convidou os presentes para que cada encontro catequético seja uma verdadeira experiência de fé, e afirmou que “mais importante do que celebrar etapas é que cada criança possa sair da catequese dizendo, à sua maneira: ‘Vi o Senhor’”, porque “é esse encontro que transforma a vida e dá sentido à missão do catequista”.
O diretor do Secretariado Nacional da Educação Cristã da CEP assinalou que o catequista “faz eco do que vive, do encontro que tem diariamente e permanentemente com o Senhor”, e lembrou duas passagens do Evangelho: O testemunho dos discípulos a São Tomé, e o anúncio de Maria Madalena aos apóstolos, “não diz apenas que viu Jesus de Nazaré, diz ‘Vi o Senhor’”, isto é, “fez um encontro profundo de fé com o Ressuscitado e precisou de anunciar essa alegria”.
“É este encontro que justifica sermos catequistas. Caso contrário, seremos bons professores, bons conhecedores da teologia ou bons animadores de crianças, mas não seremos verdadeiros catequistas”, afirmou o responsável que também destacou a carta pastoral ‘A Alegria do Encontro’, publicada pelos bispos portugueses em 2017, citado pelo portal ‘Educris’.
As Jornadas Catequéticas da Diocese do Porto, que estão a comemorar o vigésimo aniversário, terminam esta quinta-feira, dia 16, com sessões online e presenciais foram propostos 13 percursos formativos para catequistas e educadores, desde o dia 6 de julho.
“Vinte anos de forma organizada e sistemática a contribuir para a formação de catequistas na Diocese do Porto não é coisa pouca”, disse Fernando Moita, que é também o secretário da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) da CEP, e agradeceu o “serviço prestado à Igreja” da diretora do secretariado diocesano do Porto, Isabel Oliveira, e à sua equipa.

As Jornadas Catequéticas foram presenciais, do 4.º ao 13.º percurso de formação, este sábado e domingo, no Seminário de Vilar; a sessão de abertura contou com a intervenção de D. Roberto Mariz, bispo auxiliar do Porto, e as presenças da irmã Arminda Faustino, coordenadora do Departamento da Catequese do SNEC, e de Isabel Oliveira.
Esta iniciativa do Secretariado Diocesano da Educação Cristã do Porto continua com o percurso 3, sobre ‘A Catequese ao Serviço da Sinodalidade: gerar processos de iniciação à Fé na/com a Comunidade’, com o padre Sérgio Leal, hoje e quinta-feira, dias 15 e 16 julho.
CB/OC
