Especialistas destacam impacto da Covid-19 e necessidade de envolver as famílias na formação cristã

Lisboa, 28 jan 2021 (Ecclesia) – O diretor do Serviço Diocesano de Catequese (SDC) de Leiria-Fátima considera que a pandemia trouxe “novas potencialidades e propostas ao nível catequético” e está a demonstrar que existem “outras possibilidades” de encontro com as pessoas.

O padre José Henrique Pedrosa disse hoje à Agência ECCLESIA que o modelo baseado em materiais digitais “não é o ideal”, visto que “não há encontros presenciais”, mas “tem a vantagem de envolver muito mais as famílias, quando estão despertas para isso”.

Neste período de confinamento, com impacto nas catequeses presenciais, perde-se toda a dinâmica de proximidade e da relação próxima no espaço comunitário”, “não apenas da catequese, mas também da própria celebração”, assinalou o sacerdote.

Para o especialista, a catequese digital veio “para complementar e vai ficar naturalmente, mas não é uma alternativa completa à catequese”, que além de transmitir conteúdos passa pela “vivência de uma experiência”.

“Não se pode negar que estamos envolvidos numa cultura digital”, completou o padre José Henrique Pedrosa.

O tema foi debatido 43º Encontro de Pastoral Litúrgica da Diocese de Viana do Castelo, que decorre online, até sexta-feira, numa intervenção do padre Mário Sousa, biblista da Diocese do Algarve.

“O anúncio da fé mais do que conteúdos, conhecimentos ou experiências oculares, é sobretudo um testemunho existência do evangelho acolhido e experimentado na primeira pessoa”, referiu o sacerdote.

Para o coordenador da Comissão da Tradução da Bíblia para a Conferência Episcopal Portuguesa, a pandemia pode ser uma oportunidade de se recuperar o sentido e a identidade do ser família “na Igreja primitiva”, como “uma comunidade gerada pelo espírito a partir da vida nova de Cristo”.

“Não há melhor educação na fé do que esta. A liturgia familiar é espaço de memória do que o Senhor fez, por todos, quer na própria vida pessoal e familiar. O testemunho dos pais que fazem memória orante conduz à ação de graças, ao louvor pela fidelidade e à confiança de quem sabe que o senhor não falha”, considerou, numa intervenção divulgada pelo portal Educris, do Secretariado Nacional da Educação Cristã.

LFS/OC

 

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