«Ser catequista tem de ser uma vocação», afirma Sandra Santos

Lisboa, 11 mai 2021 (Ecclesia) – Sandra Santos, catequista no Patriarcado de Lisboa, disse hoje à Agência ECCLESIA que a formação é a “parte mais desafiante” da instituição do ministério de catequista, que vai trazer mais responsabilidades para assumir a catequese como “vocação”.

“Não foi novidade porque ouvíamos que este ministério ia sair, a novidade foi ler o documento e ver as linhas orientadoras que o Papa nos dá; ainda bem que passa a ser ministério. Da minha experiência como catequista e como formadora de catequistas, penso que nos vai trazer mais responsabilidades. Muitas vezes sentimos que precisamos de ter catequistas para crianças e adolescentes e que chamamos alguém porque tem jeito… Pode ser um início mas ser catequista tem de ser uma vocação”, disse Sandra Santos à Agência ECCLESIA.

A catequista do patriarcado de Lisboa assume que a formação que o documento apresentado hoje propõe pode ser uma “limitação” mas entende que vai trazer outra responsabilidade para assumir a catequese.

“É um trabalho que tem de ser feito com quem coordena a catequese e com o pároco, esse despertar para a necessidade de formação, não só ler o manual mas perceberem o que está por trás daquilo e esta é parte mais desafiante da instituição do ministério, depois é a a vivência na comunidade”, aponta.

Sandra Santos é catequista na paróquia de Loures há quase 20 anos e refere que as pessoas entendem que a responsabilidade da catequese é apontada aos pais, catequistas e pároco mas defende que “toda a comunidade tem responsabilidade e isso vai mudar o paradigma do que é ser catequista”.

Para a entrevistada o ministério de Catequista “pode ser uma barreira” para quem não se sente preparado, mas “não devia assustar” já que a formação deve ser contínua.

“Não devia assustar mas uma pessoa pode considerar que é algo muito exigente e aqui vai ajudar um trabalho em equipa na paróquia, para ajudar os mais novos a fazerem caminho”, afirma. 

SN 

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