Fundador dos Irmãozinhos e Irmãzinhas de Jesus vai ser canonizado este domingo

Foto: DR

Lisboa, 11 mai 2022 (Ecclesia) – O padre José Manuel Pereira de Almeida, secretário da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, disse à Agência ECCLESIA que Carlos de Foucauld foi um “homem extraordinário e desconhecido”. 

O autor da nota introdutória da biografia de Carlos de Foucauld, “Meu Deus como és bom”, aponta que o sacerdote francês foi “homem extraordinário e desconhecido” e que a sua canonização este domingo pode levar a dar a conhecer a sua vida. 

“É um francês e percebe-se muito bem como francês que na sua juventude, depois da formação militar faz uma exploração em Marrocos e fica impressionado com o que encontra, depois no seu pessoal encontro com Jesus, designado conversão, quer encontrar-se e vai a Nazaré, torna-se monge trapista mas nada o enquadra”, explica o sacerdote no programa ECCLESIA, da RTP 2 esta quarta-feira.

O padre José Manuel Pereira de Almeida considera que este é “um livro muito acessível, com tradução em português”, e considera que Carlos Foucauld valorizava muito o papel dos leigos. 

“É um estilo de vida que o Papa Francisco também propõe o “ser irmão de todos”, o grande valor é a partilha da vida, do que temos e somos, e isso Carlos Foucauld através da sua vida continua a ser bom exemplo de seguir Jesus aqui e agora”, descreve. 

A sua vida deu origem a dez congregações religiosas, entre as quais as fraternidades dos Irmãozinhos e Irmãzinhas de Jesus, criadas depois da sua morte. 

“Eu, pessoalmente, conheci as irmãzinhas de Jesus, no bairro de Curraleira, em Lisboa, tinha 10 anos, andava Liceu Camões e o sacerdote levava-nos a ver os outros que são diferentes”, recorda. 

PR/SN

 

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