Núcleo de Observação Social apresenta caderno com recomendações para as várias áreas

Lisboa, 09 mar 2020 (Ecclesia) – O 1.º caderno de intervenção sociopolítica, que a Cáritas Portuguesa vai apresentar esta terça-feira, contem recomendações do Núcleo de Observação Social sobre as várias áreas dos “problemas sociais em Portugal”.

“Este caderno é a primeira publicação, uma compilação destas recomendações feitas ao longo dos anos que o Núcleo de Observação Social foi fazendo sobre os problemas sociais em Portugal, dividido por áreas, e qual é que foi a abertura ou resposta dos vários governos para essas questões”, explica Filipa Abecasis à ECCLESIA.

Este caderno aborda questões sociais como o desemprego, a habitação e a educação materno-infantil, os maiores desafios e propostas dadas.

Filipa Abecasis, da Unidade Internacional da Cáritas Portuguesa, explica que na área do desemprego, a taxa decresce, mas isso “não se verifica para os desempregados de longa duração”. 

“Um dos maiores desafios é a habitação, a subida das rendas e vendas das casas, é cada vez a piorar o acesso a habitação em Portugal, o que propomos é que sejam criados programas de habitação acessível a pessoas mais vulneráveis, e não se trata só de Lisboa e Porto”, esclarece.

António Santos Luis, do Núcleo de Observação Social (NOS) da Cáritas Portuguesa, aponta que os números nem sempre levam ter a perceção correta, porque não se vê as causas que “levam até certas situações”.

“Sentimos que tem vindo a melhorar a percentagem de pessoas em níveis de pobreza e exclusão social mas são aspetos que resultam de melhor ambiente económico mas como surge é que importa dar resposta, cria-se emprego mas há uma percentagem grande que são pobres mesmo empregados, têm baixos salários e precariedade laboral”, afirmou no programa ECCLESIA, emitido hoje na RTP 2.

Outro aspeto que António Santos Luis salienta é a desistência destes desempregados de longa duração, seja “na formação, auto-estima ou dignidade” que se reduzem. 

“Não basta a questão do dinheiro, a solução tem de ser de pessoa a pessoa, o que nós temos sugerido são questões de saúde, formação, auto-estima, normalmente é o que leva a desistir, associado a nosso ver com outros aspetos que é o desenvolvimento local, encontrar ao nivel local respostas que possam integrar essas pessoas para sair dessa severidade e encontrarem uma vida normal em vida em sociedade”, afirma.

Este primeiro caderno é apresentado na terça-feira, pelas 10h30, no Instituto São João de Deus, em Lisboa, integrado na Semana Cáritas que este ano tem o lema “Cáritas é Amor”. 

HM/SN

 

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