Lisboa, 19 fev 2019 (Ecclesia) – A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) informou que um salesiano espanhol foi assassinado por alegados jihadistas, no posto fronteiriço do Burquina Faso com o Togo.

O sacerdote António César Fernández, com 72 anos de idade, e quatro funcionários da alfândega foram mortos a tiro num ataque, com cerca de 20 homens armados, ao princípio da tarde de 15 de fevereiro.

“Foram atacados por homens armados, supostamente jihadistas, após terem passado pela fronteira”, explicou o padre José Elegbede, salesiano, num comunicado enviado à AIS.

O motorista do padre Salesiano, Fabrice Aziawo, disse que “homens armados” levaram” o missionário para a floresta, onde ouviu “disparos”.

“Um bom homem e um homem de Deus; ao nosso irmão António Cesar roubaram a vida, tiraram-lha sem qualquer motivo”, afirmou o reitor-mor dos Salesianos, padre Ángel Fernández Artime.

Missionário em vários países de África desde 1982, falecido religioso nasceu a 7 de julho de 1946, em Pozoblanco, município da província de Córdoba; era salesiano há 55 anos e sacerdote há 46.

Segundo dados da ONU, mais de 1 milhão de pessoas “necessitam de assistência urgente” num país onde a violência provocou uma crise humanitária.

A agência de notícias francesa AFP informa que “mais de 300 pessoas” foram mortas em “ataques jihadistas, nos últimos quatro anos, no Burkina Faso”.

A Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre contextualiza que outros países da região africana do Sahel – a sul do deserto do Sara – também “enfrentam a ameaça terrorista”: Mali, Mauritânia, Níger e Chade.

CB/OC

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