Projeto de recuperação de dependências químicas conta com 160 «fazendas» no mundo, incluindo Portugal

Aparecida, 30 ago 2022 (Ecclesia) – O responsável pelo projeto do voluntariado da ‘Fazenda da Esperança’ em Guaratinguetá, na arquidiocese de Aparecida, está a preparar um grupo de 100 voluntários para participar na JMJ Lisboa 2023, onde esta obra vai ser uma “marca” da jornada portuguesa.

“A ‘Fazenda da Esperança’ é uma parte da Igreja. E precisamos de participar para nos vermos como parte da Igreja e mostrar o serviço que fazemos pela juventude. É muito bom ver outras expressões e mostrar a nossa expressão da catolicidade”, disse o padre Fabiano Cunha Mota, que coordena, com o seminarista Filipe, a participação dos voluntários da ‘Fazenda da Esperança’ na Jornada Mundial da Juventude.

 O desejo de participar no encontro mundial de Jovens, que vai decorrer em Portugal em agosto do próximo ano, foi comunicado pelos coordenadores da ‘Fazenda da Esperança’ ao presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. Américo Aguiar, no contexto de uma visita de apresentação da jornada, em vários locais brasileiros.

“Não poderíamos deixar de acolher a surpresa que Deus nos fez: termos conhecido esta obra e encontrado o fundador. E faremos tudo para que a ‘Fazenda da Esperança’ seja uma marca e uma mostra da Igreja em saída, do carinho, do acompanhamento, da Igreja ‘hospital de campanha’ que o Papa Francisco tanto acarinha. Será uma marca da JMJ Lisboa 2023”, disse D. Américo Aguiar.

O presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 manifestou-se surpreendido com a relevância do projeto ‘Fazenda da Esperança’ e afirmou o propósito de

“acompanhar e apoiar” a que está na Diocese da Guarda e é uma das 160 espalhadas por todo o mundo.

“Esta comunidade ‘injeta’ esperança no que é importante na vida de cada um. E quando descobrem este caminho e acreditam que há qualquer coisa mais, que há quem os ama, quem se preocupe com eles, quem os acompanhe e os ajude, tudo se transforma: as adições desaparecem e Cristo é o caminho, é o GPS”, afirmou.

A ‘Fazenda da Esperança’, fundada por frei Hans Stapel e por Nelson Giovanelli, é uma comunidade terapêutica que atua desde 1983 no processo de recuperação de pessoas com dependências, nomeadamente do álcool e da droga.

“Ajudamos a recuperação de jovens com dependência química: vêm para uma das nossas casas e vivem connosco um ano, com trabalho, espiritualidade e convivência. No encontro com a Palavra de Deus, com o Evangelho, muitos começam uma vida nova e até se tornam voluntários para ajudar outros jovens na recuperação das drogas, indicou o padre Fabiano Cunha Mota.

A obra Fazenda da Esperança está presente em 25 países, incluindo Portugal, com 160 fazendas, sendo o Brasil o país onde estão em maior número, cerca de 100.

Os 100 jovens voluntários da Fazenda da Esperança, que já passaram pelo processo de recuperação e depois permaneceram na obra, desejam viver a experiência dos “Dias nas Dioceses”, na semana anterior à jornada, na Diocese da Guarda, onde está a ‘Fazenda da Esperança’.

Em Guaratinguetá, entre São Paulo e Rio de Janeiro, na Arquidiocese de Aparecida, estão situados três projetos da ‘Fazenda da Esperança’; durante a sua visita, o Comité Organizador Local (COL) da JMJ Lisboa 2023 participou na Missa, presidida por D. Américo Aguiar, esteve no Mosteiro das Clarissas que se encontra no interior da fazenda e ficou a conhecer a ‘Fazenda da Esperança Pedrinhas’, onde muitos homens iniciam o processo de recuperação.

PR

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