Assembleia especial vai decorrer de 6 a 27 de outubro, por iniciativa do Papa Francisco

Lisboa, 18 set 2019 (Ecclesia) – O Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (CONIC) no Brasil manifestou o seu apoio ao Sínodo especial para a região Pan-Amazónica, convocado pelo Papa Francisco, que vai decorrer no Vaticano de 6 a 27 de outubro.

“É dever e nosso compromisso como cristãos entrar em ação, em favor e defesa da Amazónia. Como Conselho Nacional das Igrejas Cristãs estamos juntos nesta caminhada da Igreja neste momento”, disse o pastor luterano Inácio Lemke, presidente do CONIC.

“Como Igrejas, que defendem a vida na sua amplitude, cabe-nos levantar a voz, defender e ser solidários com toda a vida, principalmente com os povos da floresta, a sua diversidade e dos rios”, acrescentou.

A assembleia especial do Sínodo dos bispos foi apresentada na mais recente edição da revista jesuíta ‘La Civiltà Cattolica’ pelo futuro cardeal Michael Czerny, colaborador do Papa Francisco, e o bispo David Martínez de Aguirre, vigário-apostólico de Puerto Maldonado, no Peru.

“A região amazónica é enorme e os seus desafios são imensos. As consequências da sua destruição seriam sentidas em todo o planeta”, advertem os responsáveis católicos.

O próximo Sínodo dos Bispos tem como tema “Amazónia: Novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”.

A região pan-amazónica tem uma extensão de 7,8 milhões de km2, incluindo áreas do Brasil, Bolívia, Perú, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa; dos seus cerca de 33 milhões de habitantes, 3 milhões são indígenas pertencentes a 390 grupos ou povos.

O documento de trabalho do Sínodo 2019 alertou para a “falta de demarcação dos territórios indígenas e a falta de reconhecimento do seu direito à terra”, bem como a “rápida perda da biodiversidade”, pela extinção de espécies da flora e da fauna.

A crise da região amazónica está a chegar ao ponto de não retorno e a Amazónia é agora um dramático novo assunto na ordem do dia. Os problemas gerais respeitantes à vida humana e ao ambiente natural desta região são indiscutíveis. Ambos – vida humana e ambiente – estão a sofrer uma séria e talvez irreversível destruição”

Nos inícios de 2018, o Papa Francisco dirigiu-se aos povos da Amazónia em Puerto Maldonado, no Peru, com estas palavras, considerando que “nunca os povos originários amazónicos estiveram tão ameaçados nos seus territórios como o estão agora”.

A assembleia sinodal vai ter como presidentes delegados D. Baltazar e Porras Cardozo, arcebispo de Mérida (Venezuela); D. Pedro Ricardo Barreto Jimeno, arcebispo de Huancayo (Peru), vice-presidente da Rede Eclesial Pan-A mazónica (REPAM);D. João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (Santa Sé), natural do Brasil.

OC

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