Foto: Felicidade Ramos/Direção Regional de Cultura do Norte

Bragança, 24 Set 2020 (Ecclesia) – Seis vitrais da Concatedral de Miranda do Douro estão a receber trabalhos de conservação e restauro.

O conjunto encontrava-se em “muito mau estado de conservação, em colapso estrutural, com iminência de desprendimentos de vários painéis”, lê-se no site da Diocese de Bragança-Miranda.

Os trabalhos em curso visam a “preservação física do referido conjunto, preconizando-se, por isso, uma intervenção de conservação e restauro que passa pelo desmonte integral de todos os vitrais para tratamento em oficina”.

A intervenção foi adjudicada pela Direção Regional de Cultura do Norte à empresa Clarisse Duarte da Silva.

Elevada a antiga vila de Miranda à categoria de cidade e de sede de diocese em 1545, o projeto da Catedral apareceu em 1549, e as obras iniciaram-se em 1552 sob a direção de Gonçalo de Torralva e Miguel de Arruda.

O projeto insere-se na tipologia de Sés mandadas construir por D. João III, com uma fachada harmónica – em que um corpo central é ladeado por duas poderosas torres -, e um interior em três naves abobadadas à maneira gótica, com cruzaria de ogivas de nervuras visíveis.

O retábulo-mor é já uma obra seiscentista, terminada em 1614, e deve-se ao trabalho de Gregório Fernández, mestre galego radicado em Valladolid e responsável por uma oficina bastante ativa durante o período maneirista.

Igualmente digno de nota é o retábulo de Nosso Senhor da Piedade, em talha barroca de boa qualidade, e o órgão do século XVIII, de igual modo profusamente decorado com talha dourada.

LFS

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