Bragança: Catedral é pólo «cultural», «religioso» e «agregador», numa sociedade «multicultural e de múltiplas nacionalidades» – Presidente autarquia

Celebração dos 25 anos da inauguração do espaço foi motivo de encontro e valorização das forças sociais num território extenso e disperso

Bragança, 08 out 2026 (Ecclesia) – A presidente da autarquia de Bragança indicou a catedral da diocese, que assinalou 25 anos da sua inauguração, como um “ex-libris” da cidade e um pólo “cultural”, “religioso” e “agregador”, numa sociedade “multicultural e de múltiplas nacionalidades”.

“Pela vertente cultural que também dinamiza com concertos, exposições, naturalmente com o culto religioso, e é, sobretudo, também um espaço que conseguiu ser agregador para uma sociedade que hoje é multicultural e de múltiplas nacionalidades”, afirmou Isabel Ferreira à Agência ECCLESIA.

Num território “muito extenso”, com “uma cidade, uma vila, 114 aldeias, muitas comunidades pequenas”, com uma “grande dispersão geográfica”, a responsável da autarquia valoriza o trabalho em rede que a diocese, as IPSS permitem realizar.

“O trabalho da diocese e as suas IPSS, um trabalho de proximidade, um trabalho de assistência, um trabalho de companhia, é essencial neste território. A parceria com esse cariz social é determinante. Assim como todo o património que a Igreja tem no nosso território, tão vasto, tão rico e que potencia também dinâmicas socioeconómicas, nomeadamente de turismo”, traduz.

Inaugurada a 7 de outubro de 2001, a Catedral diocesana é historicamente reconhecida como a primeira catedral portuguesa construída no século XXI, a cerimónia foi presidida pelo então bispo da diocese D. José Rafael.

D. Nuno Almeida, bispo da diocese de Bragança – Miranda, apontou a catedral como um polo agregador de cultura, solidariedade e encontro da população, apoiado “na cooperação” com entidades estatais.

“Numa Diocese como a nossa, em que são tantas as pequenas comunidades, temos um património riquíssimo, património artístico, constituído por igrejas, por imagens, por muitas expressões também imateriais. Sem esta cooperação com as Câmaras Municipais, com a Junta de Freguesia e também com o próprio Governo, é impossível manter este património, conservá-lo e torná-lo também visitável”, destacou o responsável à Agência ECCLESIA.

D. Nuno Almeida destaca a importância do edifício não apenas do ponto de vista religioso e celebrativo mas como fruto da cooperação com as entidades oficiais.

“A Diocese tem uma rede capilar de pequenas IPSS, mas que são fundamentais para que haja qualidade de vida, sobretudo nos mais idosos e nos mais vulneráveis. Sem esta cooperação, tudo se torna difícil. Eu tenho muitas razões para me alegrar e para agradecer, porque sinto que existe esta vontade de dar as mãos em prol do bem comum”, sustenta.

Foto Agência ECCLESIA/CB

O responsável destaca ainda os projetos que no futuro tornarão o espaço mais participado, investimento no “programa cultural” e obras que querem servir mais a população e a cidade.

“A cripta, que vai ser um espaço para semearmos a esperança num momento de luto e era uma necessidade muito grande, sentida na cidade, de podermos ter um lugar digno, sereno. Vão também começar obra para um grande salão para acolhermos os jovens. A Caritas vai ter ali uma espécie de ATL, porque temos aqui muitas escolas à volta e os jovens vêm aqui para o adro. Será necessário um espaço acolhedor, uma sala de estudo, que possa acolher uma parte musical. E os cartórios paroquiais aqui à volta da cidade de Bragança, vão congregar-se num único cartório”, apresenta.

D. António Montes, bispo emérito de Bragança-Miranda teve a sua ordenação episcopal naquele espaço, em 2001, assumindo depois o governo da diocese.

“Ao longo destes 25 anos, a catedral tem cumprido a sua função de ser uma obra de arte na cidade, no distrito, na região, e ao mesmo tempo ser um impulsor da vida cristã na Universidade de Bragança. Uma Catedral de pedra é para construir a Catedral das pessoas e esta Catedral tem cumprido a sua missão. Esperemos que nos próximos 25 anos possa cumprir ainda melhor”, registou à Agência ECCLESIA.

O bispo emérito foi responsável pela diocese durante 10 anos, entre 2001 e 2011, e regressa assiduamente ao território.

CB/LS

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