«Este estudo não deve ficar esquecido nas prateleiras» – D. Jorge Ortiga

Foto: Arquidiocese de Braga

Braga, 29 jan 2020 (Ecclesia) – O padre Mário Martins, vigário judicial do Tribunal Metropolitano da Arquidiocese de Braga, apresentou o livro ‘A visita pastoral canónica do bispo à diocese, uma expressão da sinodalidade eclesial’, correspondente à sua tese de doutoramento em Direito Canónico.

“Se à primeira vista parece um trabalho analisado do ponto de vista hierárquico, ao lermos o seu conteúdo verificamos que a presente temática contém uma abordagem essencialmente assente na realidade das nossas comunidades cristãs e na vitalidade que a participação laical transmite na colaboração com os pastores”, disse o sacerdote, esta terça-feira, no Auditório Vita.

Numa intervenção noticiada pela Arquidiocese de Braga, o padre Mário Martins explicou que o objetivo é que a visita às comunidades, “uma obrigação jurídica e pastoral do bispo diocesano”, se torne um instrumento “elucidativo para a totalidade da vida pastoral da Igreja”, fazendo com que todo o serviço eclesial seja “verdadeiramente sinodal”.

“Onde todos, vivendo a sua vocação de cristãos, cada um a seu modo, se assumem, a partir da sua identidade, como membros ativos e corresponsáveis na construção da Igreja de Jesus Cristo”, acrescentou o sacerdote, diretor do Seminário de Nossa Senhora da Conceição.

O livro ‘A visita pastoral canónica do bispo à diocese, uma expressão da sinodalidade eclesial’, publicado pela Arquidiocese de Braga, resulta da tese de doutoramento em Direito Canónico que o padre Mário Martins defendeu a 7 de maio de 2019, em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana, e foi apresentada no contexto da Jornada de Formação do clero bracarense.

O arcebispo de Braga, que escreveu o prefácio, afirmou que “a Igreja necessita de oportunidades de reflexão”, como a investigação publicada, para que se possa “enveredar por uma prática mais consistente e alicerçada em autênticos fundamentos”.

“Este estudo não deve ficar esquecido nas prateleiras”, disse D. Jorge Ortiga.

Segundo o arcebispo de Braga, o autor trabalhou “um tema bastante concreto, com muita pertinência para o quotidiano da vida da Igreja”, das dioceses e das suas comunidades”.

“Estamos perante um instrumento pastoral e jurídico que, revelando uma Igreja comunhão, em que todos se assumem como membros mais ativos e corresponsáveis na construção eclesial, expressa a sinodalidade, enquanto caraterística essencial da natureza eclesial”, desenvolveu.

Segundo comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o vigário-geral da arquidiocese, cónego José Paulo Abreu, que apresentou a nova publicação, saudou o “tom de sinodalidade” como se desenvolveu todo o estudo e incentivou a que o livro constitua “uma etapa importante na vida da Arquidiocese de Braga”.

Está prevista uma apresentação pública, dia 22 de maio, no auditório municipal em Esposende, a terra natal do padre Mário Martins, promovida pelo município local.

CB/OC

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