Cónego José Paulo Abreu afirma oportunidade de «reaproximar a Igreja dos artistas»

Braga, 07 jun 2018 (Ecclesia) – O Museu Pio XII vai receber a Bienal Internacional de Arte Sacra Contemporânea promovida pela Atlas Violeta, em colaboração com a Arquidiocese de Braga e o município local, de 3 de agosto a 3 de setembro.

“Não podemos ficar no passado. Temos de continuar a ser artífices. Continuamos a ter artistas e a fé está aí”, disse o diretor do Museu da Arquidiocese de Braga.

Para o cónego José Paulo Abreu o evento é uma oportunidade de “reaproximar a Igreja dos artistas dos dias de hoje”.

À Rádio Renascença, o sacerdote afirmou que “agora” é necessário criar as condições para que, “como no passado, esse matrimónio que trouxe frutos felizes, também, no presente esses frutos possam aparecer”.

A Bienal Internacional de Arte Sacra Contemporânea em Braga é promovida pela Atlas Violeta – Associação Cultural e Apoio Social aos Países de Língua Portuguesa, em colaboração com o Museu Pio XII e o Município de Braga.

“Intende promover a Arte Sacra, num olhar mais moderno, para que as gerações contemporâneas desmistifiquem esta forma de expressão tão consagrada”, explica a organização que tem como “principal objetivo” realçar “a beleza, singularidade, verdade e bondade” presente na Arte Sacra Contemporânea representada em cada obra de arte exposta.

O evento é uma oportunidade dos artistas plásticos e escultores demonstrarem “o seu potencial criativo”; vão ser admitidos 50 artistas e a organização recebeu mais de 130 pré-inscrições.

Também à emissora católica, Cristina Berardini, da Atlas Violeta, explicou que “houve abertura à criatividade”, uma vez que arte sacra remete para “uma visão um pouco pesada” e é isso que querem “desmitificar”.

O Museu Pio XII, que ocupa um quarteirão no centro de Braga, vai receber os visitantes com uma escultura de “um santo ou santa”, com 3,2 metros de altura, do artista brasileiro Walter Nu, que é conhecido pelas criações em sucata, e vai fazer uma homenagem à bienal e a Portugal.

A mostra vai ocupar diversos espaços do “emblemático” museu, como a capela da Nossa Senhora da Torre e a Torre de São Tiago, a partir de 3 de agosto e durante um mês.

A gala de encerramento e a entrega de prémios da Bienal Internacional de Arte Sacra Contemporânea está agendada para 31 de agosto, no Teatro Circo de Braga; um júri vai nomear os primeiros três classificados, e o quarto artista vai ser escolhido pelo público.

“O evento dá a conhecer a obra de um vasto leque de artistas nacionais e internacionais, que colocam a sua arte e imaginação ao serviço do fenómeno religioso”, realçou o presidente do município bracarense.

Ricardo Rio destaca que “Braga, além de ser uma cidade de fé, é uma cidade de cultura onde a criatividade ganha nova projeção” e no seu sítio online a autarquia informa também que vai ser doada uma tela pintada pelo público à CERCI Braga

CB/OC

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