O sacerdote da arquidiocese já prepara um novo livro “Morri, ontem”.

Braga, 13 abr 2019 (Ecclesia) – “Descalço também se caminha” é o mais recente livro do cónego João Aguiar e que nasceu da reflexão de “pedaços áridos do caminho” que tem de fazer e remete para a “necessidade de vencer as limitações”.

“Descalço também se caminha é um título que remete a necessidade de vencer as nossas limitações, não posso porque… às vezes não podemos porque não queremos.

Se for muito esquisito não vou, porque está chuva, não há transporte…. É porque não amas muito o sítio…”, refere o autor em declarações à Agência Ecclesia.

Numa comparação com uma peregrinação o cónego João Aguiar fala da “alegria íntima que é peregrinar, que é ir”, bem como o “direito de qualquer peregrino” de parar, e ser “caritativamante recebido e acolhido.”

O anterior diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais conta que este livro, da editora Paulus, e apresentado no espaço Vita, na arquidiocese de Braga, no passado dia 06 de abril, nasceu de pedaços áridos do caminho.

“O livro nasceu dos pedaços áridos do caminho que tenho de fazer: se encontro uma silva no caminho e como a ultrapasso, ou como a desvio ou encosto-a à margem para que não se atravesse à frente de outro”, considera.

Nesta entrevista à Ecclesia o cónego João Aguiar aponta que a “desistência deve ser contraposta pela insistência”, considera-se um “optimista mas com os pés no chão”, de preferência, descalço.

“Sou optimista mas com os pés no chão, gosto de estar em casa descalço, de sentir o frio, refresca e ali rezo.

Olho para além do tempo que me diz que “caminhando por graça has-de chegar” e sei que não vou só, rezado o caminho e sei que não vou num capricho mas à procura de cumprir, de habitar a vontade de Deus”, explica o sacerdote de Terras de Bouro.

Com vários livros já editados o cónego João Aguiar diz não ser “guloso das situações”, ou seja, gosta de saborear: “estou, ouço, sorrio e outras vezes choro”. E neste ritmo tem já dois projetos em mãos.

“Há dois projetos que tenho em andamento: um deles sobre o padre Dâmaso, numa consulta dos seus cadernos”…

“E outro num título que pode parecer esquisito mas que o digo alegre – “Morri, ontem”  – uma reflexão sobre amizade, amor, vida, morte e doença; quase numa estrutura de romance  é uma reflexão que tenho vindo a fazer nas minhas circunstâncias e depois de ter morrido diante de nós só temos futuro que nunca mais acaba”, conclui.

LFS/SN

 

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