Organismo apela a «passos pequenos e progressivos» no desconfinamento

Foto: Arquidiocese de Braga

Braga, 28 mai 2020 (Ecclesia) – O Departamento Arquidiocesano para a Liturgia de Braga apela a um “desconfinamento gradual” com “passos pequenos e progressivos”, num documento que esclareces aspetos concretos sobre o exercício dos ministérios, no contexto das celebrações comunitárias com fiéis a partir deste sábado.

“Não se pode deixar de apelar a um desconfinamento gradual, em que sejam dados passos pequenos e progressivos, ao longo dos próximos domingos, lê-se no comunicado divulgado hoje pelo Departamento Arquidiocesano para a Comunicação Social de Braga.

O documento assinala que se deve “optar por uma simplificação ao máximo e por uma intervenção nos momentos estritamente necessários”, sem deixar de assegurar o “caráter sagrado e solene das celebrações, particularmente as dominicais”.

Sobre as equipas de acolhimento, que vão receber os fiéis à porta dos lugares de culto, recomenda que as pessoas escolhidas “deverão ter entre 18 e 60 anos” e as paróquias “devem investir seriamente na sua formação para estas funções específicas, do ponto de vista técnico e humano”.

“Esta ocasião poderá ser uma oportunidade para potenciar este ministério, como expressão evangélica da hospitalidade e do acolhimento”, assinala o organismo da Arquidiocese de Braga.

O presidente da celebração “deverá assumir o ministério que lhe está confiado”, inclusive a proclamação do Evangelho, “a partir da cadeira da presidência”, e a deslocação para o altar “deverá acontecer apenas na saudação do altar e na liturgia eucarística”.

Aos sacerdotes de mais idade ou pertencentes a grupos de risco é pedido para “delegar nos ministros extraordinários da comunhão mais novos a distribuição da comunhão sacramental”.

O Departamento Arquidiocesano para a Liturgia de Braga sugere que o número de acólitos “deve ser o mais reduzido possível ou, numa primeira fase, dispensado este ministério”, e que as orientações práticas sejam seguidas a partir das normas do Serviço Nacional de Acólitos.

Os leitores “deverão ter cada um uma pasta pessoal e digna” e proclamar a leitura “a partir de uma folha, para evitarem que todos tenham de manusear o lecionário”; sobre os grupos de cantores, é recomendado que “não ultrapassem os quatro elementos” e que se possam reduzir os cânticos, “ficando pelos mais importantes – Santo, Aleluia e Salmo”, no regresso das celebrações comunitárias com presença de fiéis, a partir deste sábado, vigília de Pentecostes

O organismo da Arquidiocese de Braga com as orientações práticas para a Liturgia pretende que “as celebrações comunitárias decorram com serenidade e alegria, de quem vive animado pelo Espírito Santo de Deus”, “sem esquecer os mais frágeis (idosos, doentes, grupos de risco), que ainda devem permanecer em casa”.

CB/OC

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