Vigararia geral publicou nota intitulada «O Regresso (a)Normal à Generosidade»

Foto: Lusa

Braga, 08 jul 2020 (Ecclesia) – A Vigararia Geral da Arquidiocese de Braga incentiva as comunidades a contribuir para o Fundo Paroquial, de onde “sairá o sustento” para o “exercício do múnus sacerdotal, conservação do património, vida sacramental, apostolado e caridade”.

“Mãos dadas, em enorme sentido de responsabilidade e solidariedade, há que suprir o que foi lacuna: até finais do mês de setembro, se não antes, todos os fiéis tomarão a preceito a contribuição para o Fundo Paroquial, nos moldes em que habitualmente o faziam”, lê-se na nota intitulada ‘O Regresso (a)Normal à Generosidade’.

No documento, publicado no sítio online da Arquidiocese de Braga, a Vigararia Geral explica que “será este o caminho para o retorno à possível normalidade”, no que diz respeito ao sustento de quem dele precisa, para a manutenção do património que “orgulha e acolhe”, ao exercício do apostolado que impele, e “à prática da caridade que engrandece”.

“Vamos então contribuir. Nem que seja pouco, se algo conseguirmos dar, não pequemos por omissão. E não sejamos injustos, permitindo que outros contribuam para nós, enquanto nós nos fechamos na avareza e egoísmo”, acrescenta a nota, assinada pelo cónego José Paulo Abreu.

A Vigararia Geral da Arquidiocese de Braga assinala que, “por razões sobejamente conhecidas e que fazem rezar pelo fim da Covid-19”, em muitas paróquias não decorreu na forma tradicional “o contributo penitencial e o contributo quaresmal, a visita pascal”.

“Temos consciência das múltiplas necessidades que afligem as nossas famílias. Acreditamos, porém, que algo poderá ser realizado para bem da comunidade. Com a ajuda de todos, conseguiremos corresponder aos apelos urgentes da evangelização”, desenvolve.

A Arquidiocese de Braga, na nota ‘O Regresso (a)Normal à Generosidade’, explica que o atual Código de Direito Canónico pede que “em todas as paróquias exista o chamado Fundo Paroquial”, para o qual se devem canalizar “todos os proveitos, todas as contribuições dos fiéis, todos os rendimentos que a paróquia consiga arrecadar”.

“Como sentimos forte o apelo de retorno à Igreja primitiva: vede como eles se amam…Punham tudo em comum… Ninguém passava por necessidades, pois contava com o apoio e socorro da comunidade”, recorda a Vigararia Geral, na nota publicada online.

CB/OC

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