Antigo bispo foi «um autêntico reformador», frisa D. Jorge Ortiga

Foto: Escultura em homenagem de Frei Bartolomeu dos Mártires, na Praça de São Paulo, em Braga.

Braga, 06 jul 2019 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga realçou hoje a sua alegria e o júbilo de toda a arquidiocese minhota pelo anúncio da canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires, figura que regeu os destinos da comunidade católica deste território no século XVI.

Numa carta pastoral dedicada a este momento, publicada na página online da Arquidiocese de Braga, D. Jorge Ortiga saúda a decisão do Papa Francisco, depois de “um longo processo”, e destaca D. Frei Bartolomeu dos Mártires como alguém que como santo irá continuar a apelar “a uma vida de coerência evangélica”.

Um aspeto que o atual arcebispo bracarense considera fundamental num tempo em que a Igreja Católica enfrenta vários desafios e carece de uma nova “reforma”.

“A crise entrou na Igreja. Bartolomeu dos Mártires viveu um período idêntico e soube, como poucos, ler e ouvir os sinais dos tempos, empenhando-se na procura de respostas adequadas”, salienta D. Jorge Ortiga, que recordou ainda o caráter firme e íntegro do antigo bispo que tomou conta dos destinos de uma região que hoje integra não só a Arquidiocese de Braga mas também as dioceses de Viana do Castelo, Bragança-Miranda e Vila Real.

“O seu compromisso com a mudança na Igreja não foi teórico nem retórico. Deu exemplo e exigiu, no seu ministério apostólico, um novo estilo de ser Igreja e um novo modo de encarar o quotidiano cristão. Foi um autêntico reformador. Creio que, nele, encontraremos a confirmação de que a renovação da Igreja não só apenas necessária mas possível e urgente”, aponta D. Jorge Ortiga.

O responsável católico realça ainda a interpelação que a canonização de D. Frei Bartolomeu dos Mártires deve representar para todos os cristãos, no sentido de buscarem sempre a santidade.

“Quando o Papa declara a santidade do Beato Bartolomeu dos Mártires está a dizer a toda a Igreja, e de um modo particular aos cristãos das dioceses que ele serviu (Braga, Viana do Castelo, Vila  Real e Bragança), que não só não devemos ter medo da santidade como devemos assumir um compromisso, pessoal e comunitário, de santidade”, pode ler-se.

De acordo com a Arquidiocese de Braga, a leitura solene do decreto através do qual o Papa Francisco promulgou a canonização de Frei Bartolomeu dos Mártires deverá acontecer no dia 10 de novembro, no início da Semana dos Seminários.

O evento será presidido por um Delegado Pontifício (representante do Papa) e terá lugar na arquidiocese minhota.

“Coloquemos a vida e a obra do nosso novo santo no coração das nossas vidas, das comunidades paroquiais, das dioceses que serviu e de todo o país”, refere D. Jorge Ortiga, na conclusão da sua carta pastoral.

JCP

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