Padre Mário Martins defende novas dinâmicas que a visita pastoral pode trazer à vida eclesial 

Braga, 10 mai 2019 (Ecclesia) – O padre Mário Martins, da arquidiocese de Braga, defendeu a tese de doutoramento sobre “A visita pastoral canónica do bispo à diocese, uma expressão da sinodalidade eclesial”, do ponto de vista histórico-jurídico e como “instrumento fundamental de governo pastoral”.

“O padre Mário Martins reflete sobre a visita pastoral do bispo não apenas do ponto de vista histórico-jurídico, mas também da abordagem de um instrumento fundamental de governo pastoral do bispo como expressão concreta da sinodalidade da Igreja, uma verdadeira categoria interpretativa e dinâmica da sua natureza de comunhão”, como se lê no comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

O diretor do Seminário de Nossa Senhora da Conceição, coordenador do Departamento Arquidiocesano da Pastoral Vocacional, e recentemente nomeado Vigário Judicial do Tribunal Metropolitano Bracarense, padre Mário Martins, procurou com a sua tese mostrar que a visita pastoral foi fortemente marcada pela “renovação impulsionada pelo Concílio Vaticano II” e permitir “concretizar a vivência de uma experiência sinodal profunda”

“Incarnando a expressão sinodal da visita e encarando-a como um ato omnicompreensivo, síntese e motor do dinamismo eclesial, são três os níveis que, nos vários momentos da sua preparação, desenvolvimento e continuidade, procura evidenciar: humano, espiritual e eclesial”, refere.

Segundo comunicado enviado hoje à Agência Ecclesia o sacerdote, na sua tese, também pretende sublinhar o impacto que a visita pastoral tem na vida das comunidades visitadas.

“Pretende também sublinhar o impacto eclesial que o estilo, os modos e o próprio processo de empreender a visita pastoral têm na vida das comunidades e dos seus organismos fundamentais, tendo em conta o contexto específico e as estruturas de organização pastoral e eclesial existentes”, refere.

A visita pastoral ”deve assumir sempre um dinamismo diocesano, isto é, espelhar a vida diocesana, qualquer que seja a realidade, contexto e modalidade em que se realize, acentuando certos conteúdos de alcance supraparoquial, relativos sobretudo a determinados setores da vida pastoral do arciprestado”, acrescenta.

Na sua tese de doutoramento, o padre Mário Martins defende ainda que “não há “visitas pastorais”, mas “visita pastoral”, a visita vista como um todo, embora com acentuações e localizações diferenciadas”.

“Só a partir desta perspetiva unitária da visita e, consequentemente, das orientações propostas pelo próprio bispo no final da visita, fruto do contributo de todos, será possível determinar um projeto pastoral para os anos seguintes”, conclui.

SN

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