Passagem de Bento XVI começa a dar frutos, assinala quem acompanhou a viagem mais de perto

Seis meses depois da visita de Bento XVI a Portugal (11-14 de Maio) são já visíveis alguns frutos das suas mensagens e desafios, assinalam os cinco bispos portugueses que tiveram a oportunidade de acompanhar mais de perto esta viagem.

Em causa estão tanto o novo alento a iniciativas que já estavam a decorrer, como a Missão na diocese do Porto e a reflexão sobre a Pastoral, iniciativa da Conferência Episcopal, como o suscitar de novas acções, como a Nova Evangelização, abraçada pela diocese de Lisboa, ou o acelerar da preparação das celebrações do centenário das Aparições, no Santuário de Fátima.

Os responsáveis pelas três dioceses visitadas pelo Papa (Lisboa, Fátima e Porto), o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e o Coordenador-geral da visita são unânimes em apresentar resultados de uma visita que, segundo D. Jorge Ortiga, “não terminou, ela continua e vai continuar”.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa recorda que a visita de Bento XVI se insere na preocupação de renovação da pastoral, manifestada durante a visita ad limina de Novembro de 2007.

Nesse sentido, as mensagens que o Papa deixou estão a ser assimiladas e estudas pelas várias estruturas da Igreja em Portugal, devendo os bispos, segundo D. Jorge Ortiga, retirar as orientações necessárias para uma renovação da pastoral capaz de enfrentar os tempos actuais, considerados difíceis”.

Uma maneira de continuar a visita do Papa é, de acordo com D. Carlos Azevedo, Coordenador-geral da Viagem Apostólica, é reler os textos que deixou, partilhar as reflexões e assim fazer prolongar o “legado excepcional” que Bento XVI.

Para o bispo auxiliar de Lisboa, é preciso não esquecer a “experiência profunda, do ponto de vista eclesial, do ponto de vista espiritual, humano” que constituiu a presença do Papa em Portugal ao longo de quatro dias.

Uma presença que deixou desafios, como a Nova Evangelização e a reflexão sobre a pastoral e a pastoral da caridade, temas em que a diocese de Lisboa decidiu pegar, numa iniciativa que teve como ponto de arranque a Carta Pastoral de D. José Policarpo sobre a necessidade de repensar as formas de transmissão da fé.

Para o Cardeal-Patriarca de Lisboa , esta reflexão tem de se centrar na “qualidade do testemunho da Igreja e da presença da Igreja na cidade, na sociedade dos homens, não apenas por estratégia, mas com o vigor e a qualidade do Evangelho”.

A presença do Papa em Fátima fez despertar as atenções para as celebrações do centenário das Aparições, em 2017, segundo D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, acrescentando que isso levou o Santuário a acelerar o programa a sete anos de preparação para assinalar os 100 anos da primeira mensagem de Nossa Senhora a Lúcia, Jacinta e Francisco.

Além disso, referiu o bispo de Leiria-Fátima, a visita do Papa veio trazer a todos os portugueses a mensagem da esperança, de que a sociedade “cansada e desiludida” tanto precisa para enfrentar caminhos de futuro, num mundo deprimido pelo desemprego, pela falta de perspectivas e pelo aumento da pobreza.

A diocese do Porto tinha iniciado em Janeiro o Ano da Missão, tema que veio a ser desenvolvido pelo Papa na homilia da missa da manhã do dia 14 de Maio, na Avenida dos Aliados, e muito do que tem sido feito é “inspirado” na mensagem deixada por Bento XVI, reconheceu D. Manuel Clemente, o responsável da diocese.

Por isso, explicou, a visita do Papa à cidade do Porto “foi e continua a ser uma realidade muito importante” para a diocese

As intervenções de todos estes responsáveis, com os respectivos vídeos, estão disponíveis na página oficial da visita.

www.bentoxviportugal.pt

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