Bíblia: Padre Ricardo Freire publicou o livro «Na Mesa da Palavra», com «reflexões dominicais, festas e solenidades»

«É um desejo fazer chegar às pessoas um mínimo de investigação científica, e que possa depois traduzir-se em vida espiritual», explicou professor de Sagrada Escritura

Lisboa, 13 fev 2026 (Ecclesia) – O padre Ricardo Freire, professor de Sagrada Escritura, publicou o livro ‘Na Mesa da Palavra – reflexões dominicais, festas e solenidades’, em concreto sobre o Evangelho de São Mateus, a segundo obra de uma coleção de três.

“Com a editora Paulus, pusemos em pé este projeto de pôr nas mãos das pessoas comentários à Sagrada Escritura, portanto, os textos que são lidos na liturgia dominical e nas festas”, disse o biblista dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos) em Portugal, esta sexta-feira, em entrevista à Agência ECCLESIA.

O padre Ricardo Freire explica que quando começaram este projeto impunham-se “algumas condições”, o padre Tiago Melo, diretor editorial da Paulus, pediu que pusessem “nas mãos das pessoas algo que as ajudasse a compreender os textos”, e que fosse livro que “servisse tanto a pessoas mais ilustradas, como a pessoas que se calhar, não têm tanta escolaridade”, mas que todos pudessem chegar à “mensagem da Sagrada Escritura”.

“Isto coloca-nos num caminho de equilíbrio muito grande, o livro não pode ser puramente científico, porque corremos o risco de deixar uma parte do nosso auditório, mas também procurei sempre que não fosse um livro de dizer coisas que não levam a mais além do que aquilo que nós estamos a ler”, desenvolveu o professor de Sagrada Escritura.

 “É um desejo fazer chegar às pessoas um mínimo de investigação científica e que possa depois, de facto, traduzir-se em vida espiritual das pessoas, que é sempre o nosso desejo.”

‘Na Mesa da Palavra – reflexões dominicais, destas e solenidades’, é o segundo livro de uma coleção de três, dedicados ao ciclo litúrgico, e começaram pelo Ano C, e, a nova obra, é o Ano A.

Imagem: Paulus Editora

O padre Ricardo Freire explica que para que a interpretação da Sagrada Escritura seja “clara, decisiva”, é importante que ela assente em “pontos históricos” que de facto estão bem definidos, e é isso que procuram “normalmente dar às pessoas” quando escrevem.

“Nem sempre é possível, com certeza, mas é precisamente isto, de limitarmos o espaço, o tempo, o contexto em que Jesus viveu, de modo que a palavra possa fazer sentido precisamente nesse contexto”, acrescentou o professor de Sagrada Escritura.

No Programa ECCLESIA, transmitido esta sexta-feira, na RTP2, o padre Ricardo Freire também comentou as leituras que vão proclamadas nas Missas – a liturgia do 6º Domingo do Tempo Comum – Ano A -, este domingo, salienta que quando se dedicamos ao estudo dos Livros Sapienciais, da Sabedoria, dizem que “o que está em causa é uma vida boa, não a boa vida”, porque aquilo que procuram construir “é uma vida plena”.

“E podemos dizer, não com o Evangelho de Mateus neste caso, mas com uma expressão de Jesus, no Evangelho de São João, ‘a vida em abundância’. E isso é aquilo que pode ser o grande fruto daquilo que nos é servido nas leituras deste domingo nas celebrações do Eucarísticas”, acrescentou o sacerdote Dehoniano, pároco de São José do Bairro da Boavista, em Lisboa.

PR/CB

Neste dia 13 de fevereiro, assinalam-se os 21 anos da morte da Irmã Lúcia de Jesus, memória das aparições de Nossa Senhora em Fátima, e o padre Ricardo Freire observa é como “dos três pastorinhos ficou até mais tarde”, as pessoas puderam “conviver”, e lembra que pôde “vê-la ainda em vida”, na visita de São João Paulo II a Portugal, quando o Papa polaco “beatificou os primos”, Francisco e Jacinta Marto.

“É uma figura de facto incontornável, diremos, do catolicismo português do século XX e início do terceiro milénio. É bom que de facto façamos esta memória deste dia 13 de fevereiro, do dia em que ela nos deixou e que foi, como diriam os primos, ao encontro de Nossa Senhora”, acrescentou.

O religioso dos Sacerdotes do Coração de Jesus, biblista, assinala que a Irmã Lúcia, “com um estilo muito próprio”, deixou as memórias escritas que permite, como nas Escrituras, que os historiadores, os comentadores das aparições de Fátima, “publiquem muito mais literatura”, se pode “fazer alguma hermenêutica do que se passou em Fátima”.

No Carmelo de Coimbra realizaram-se “dois eventos abertos à comunidade” pelos 21 anos da morte da Irmã Lúcia, uma eucaristia de ação de graças, presidida pelo bispo diocesano, D. Virgílio Antunes, e no Memorial Irmã Lúcia foi inaugurada a exposição fotográfica ‘A Irmã Lúcia entre nós’, patente até 16 de julho, dia litúrgico de Nossa Senhora do Carmo.

 

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