Diocese vai encerrar Ano da Fé com ordenações de diáconos

Beja, 18 nov 2013 (Ecclesia) – O bispo de Beja apelou hoje a uma “cultura vocacional” para o serviço na Igreja e afirmou que este seria um dos frutos mais importantes do Ano da Fé, que se vai concluir no domingo.

“Temos de promover uma cultura vocacional na Igreja, um pouco em contracorrente com a cultura reinante do saber para alimentar o poder, o ter, o domínio, o êxito. A fé abre-nos a uma cultura do serviço, da vida como uma entrega e oblação para o bem da comunidade”, refere D. António Vitalino na sua nota semanal, enviada à Agência ECCLESIA.

O Ano da Fé proclamado pelo Papa emérito Bento XVI, começou a 11 de outubro de 2012 e vai encerrar a 24 de novembro, solenidade de Cristo Rei e último domingo do ano litúrgico.

A celebração mundial vai ser assinalada na Sé de Beja, numa missa com três instituições para os ministérios e duas ordenações de diáconos.

“Muitos interrogam-se sobre o que pode levar pessoas normais a disponibilizar-se para um serviço e estilo de vida que implica renúncia aos modos habituais de viver da maioria dos homens. Mas também há quem não só não compreenda tal decisão, mas até a critique e rejeite como algo impossível e anormal”, assinala o prelado.

D. António Vitalino sublinha que esta decisão precisa da “luz da fé e o amor infundido por Deus”.

“A fé cristã empolga as nossas vidas e deixa-nos vislumbrar a sua realização plena. Alimenta e fortalece a nossa esperança e faz-nos atuar a partir e em vista dessa plenitude de sentido pelo amor”, precisa.

O bispo de Beja afirma, por outro lado, que face à “escassez de vocações para o serviço ordenado na diocese” é necessário “agradecer a Deus, às famílias e às comunidades onde surgem estas vocações para o serviço”.

A nota conclui-se com novo apelo a uma cultura vocacional nas paróquias e famílias, “pois quem não prepara o terreno e semeia também não pode esperar colher”.

OC

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