«Cada família, uma história de amor» destaca D. António Moiteiro

Foto: Diocese de Aveiro

Aveiro, 30 set 2019 (Ecclesia) – O bispo de Aveiro afirmou a necessidade de “ajudar os jovens a descobrir o valor e a riqueza do matrimónio” na carta ‘Cada família, uma história de amor’ que vai guiar a diocese no ano pastoral 2019/2020.

“Hoje, mais do que nunca, a preparação dos jovens para o matrimónio e para a vida familiar é necessária”, escreve D. António Moiteiro no documento enviado à Agência ECCLESIA pelo Gabinete de Comunicação e Imagem.

Neste contexto, explica que “urge” abrir caminhos para que os noivos não considerem o matrimónio “como o fim do caminho, mas o assumam como uma vocação”.

D. António Moiteiro afirma que o matrimónio “tende a ser visto” como mera forma de “gratificação afetiva” que se pode constituir de qualquer maneira e “modificar-se de acordo com a sensibilidade de cada um” mas a Igreja continua a propor o matrimónio nos seus elementos essenciais: Prole, bem dos cônjuges, unidade, indissolubilidade, sacramentalidade”.

Para o bispo de Aveiro “é fundamental” a evangelização e a catequese de todos os que se preparam para o matrimónio cristão, para que “seja vivido de forma integral”, por isso, são necessários caminhos pastorais para “construir famílias felizes e fecundas” segundo o plano de Deus, a recuperar a identidade cristã do matrimónio e da família.

“A preparação para o matrimónio, para a vida conjugal e familiar, poderá ser a resposta para muitos problemas sociais e eclesiais. O que parece humanamente impossível torna-se possível com a força de Deus”, desenvolve a carta pastoral ‘Cada família, uma história de amor’.

Foto: Diocese de Aveiro

Para o bispo diocesano, existem crises e dificuldades na vida matrimonial mas “não deve ser motivo de tristeza” e olhando a realidade circundante constata “um aumento de separações/divórcios”, cônjuges em nova união, uniões de facto, “católicos unidos apenas em casamento civil”, modelos de famílias que “devem levar a pensar e repensar a realidade e formas de atuar, nomeadamente quando há vínculos que ainda os ligam à suposta alegria de ser família em Igreja”.

“O sacramento não é apenas um momento que depois passa a fazer parte do passado e das recordações”, realça, assinalando que o matrimónio cristão é “uma vocação e um sacramento” e a sua preparação é “para a vida de casados”.

D. António Moiteiro refere que a complexa realidade social e os desafios que a família é chamada a enfrentar atualmente “exigem um empenhamento maior de toda a comunidade cristã na preparação dos noivos e na vida em casal”.

A Diocese de Aveiro dinamizou este sábado a apresentação do plano pastoral para o ano 2019/20 – ‘Família, vocação de amor e caminho de santidade’.

CB/OC

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