Departamento da Pastoral Juvenil de Aveiro acredita que acompanhamento próximo ajuda a «fazer da Igreja espaço mais acolher para os jovens»

Aveiro, 06 fev 2021 (Ecclesia) – O Departamento da Pastoral Juvenil da diocese de Aveiro está a organizar um encontro «Amar a Três» onde desafia os jovens a abrir uma relação de namoro à “presença de Deus”.

“Queremos mostrar que o namoro é uma fase muito importante, que começa desde o primeiro «sim». Acreditamos que esta preparação durante o namoro pode ter um impacto grande nas taxas de divórcio. Se o tempo que estamos juntos não é frutífero e não é um caminho efetivo então vamos ter de fazer esse processo no casamento e, podemos perceber tarde, que não é nada do que tínhamos pensado”, explica à Agência ECCLESIA Luciana Correia do setor de «Fé e espiritualidade», do departamento, que aposta em atividades que olhem para jovens “como cristãos e pessoas em desenvolvimento”.

A iniciativa «Amar a Três» aconteceu pela primeira vez em 2020 e contou com a participação de 15 casais que “valorizaram muito a partilha” e a possibilidade de terem um espaço dedicado ao tempo de namoro.

“O feedback foi pedir mais encontros. E esse era o nosso projeto, criar um grupo de partilha e acompanhamento entre esses jovens, mas a pandemia não permitiu avançar. Continuamos em contacto com esses jovens mas sem uma proposta de fundo sobre o tema”, lamenta.

Este ano o setor do Departamento quis manter a atividade, transferindo-a para o ambiente digital.

“Vamos estar em direto no youtube, às 18h30 e vamos trazer um dos casais que teve connosco no ano passado para testemunhar a sua história, e o papel que Deus tem na sua relação, perceber como vivem um namoro a 3 e como sentem que Deus namora com eles”, concretiza.

Luciana Correia lamenta que os jovens se sintam pouco acompanhados na fase de namoro, quando, convencionalmente, eles são acompanhados até ao Crisma, encontrando depois uma lacuna no seu percurso, até ao “casamento”.

“Assistimos a casos de violência no namoro a aumentar e isso pode ser combatido pela comunicação dos limites numa relação, implica saber aceitar os limites do outro. Isso pode ser trabalhado e pode ser a nossa função enquanto Igreja, que quer formar cidadãos bem formados”, indica.

A responsável acredita que esta consciência e acompanhamento pode “aproximar os jovens da Igreja, tornando-a um espaço mais acolhedor”.

LS

 

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