D. José Bettencourt informa que a «embaixada do Papa Francisco» no país, que até agora partilhava a representação diplomática com a Geórgia, vai ser inaugurada nos dias 27 e 28 outubro

Cidade do Vaticano, 11 out 2021 (Ecclesia) – O representante do Papa na Arménia, D. José Bettencourt, destaca que a nova Nunciatura Apostólica com sede em Erevan, a capital do país, “é um sinal importante” para a nação e para “toda a comunidade internacional”.

“A abertura da missão diplomática em Erevã é um sinal eloquente para os países estrangeiros, organizações internacionais, agências humanitárias e todos aqueles que estão empenhados na promoção do diálogo e da paz”, afirma o bispo luso-canadiano à Agência ECCLESIA.

D. José Bettencourt sublinha que a Nunciatura Apostólica na Arménia, que até agora partilhava a representação diplomática da Santa Sé com a Geórgia – a “embaixada do Papa Francisco” – com sede em Erevan, a capital do país, é um “sinal importante” para esta nação e para “toda a comunidade internacional”.

“É um sinal da solidariedade do Papa Francisco para com a nação arménia. Mesmo antes do estabelecimento das relações diplomáticas em 1992 (23 de maio), os acontecimentos mundiais do século 20 aproximaram a Santa Sé e a Arménia”, acrescenta, recordando que a Santa Sé celebra 30 anos de relações diplomáticas bilaterais oficiais.

A abertura da nova sede da Nunciatura Apostólica em Erevan, dias 27-28 de outubro, conta com a presença de D. Edgar Peña Parra, substituto da Secretaria de Estado da Santa Sé.

O núncio português, na pátria de Calouste Gulbenkian, adianta que a inauguração da sede da nunciatura na Avenida Norte, no centro da baixa da capital da Arménia, é uma localização temporária até terem um local “mais amplo”, para terem espaço suficiente para “sustentar adequadamente os múltiplos compromissos” da missão da Santa Sé e da Igreja Católica neste país.

D. José Bettencourt exemplifica que a presença e o trabalho da Igreja Católica concretizaram-se com a Congregação Mechitarista, as Irmãs Arménias da Imaculada Conceição, o clero do Ordinariado para os Católicos de Rito Arménio na Europa, as Missionárias da Caridade (Madre Teresa) em Spitak e em Erevã, os Padres Camilianos no hospital “Redemptoris Mater” de Ashotzk, e a Caritas.

O bispo luso-canadiano destaca que a inauguração da embaixada da Santa Sé é sinal do fortalecimento de relações com a Arménia, que já é “longa e rica”, “remontam às origens do Cristianismo, há 2000 anos”, quando se tornou a “primeira nação cristã”.

O Papa esteve na Arménia, de 24 a 26 de junho de 2016, numa viagem apostólica onde fez escalas em Erevã, Etchmiadzin e Guiumri.

O representante diplomático da Santa Sé recorda também que Francisco celebrou a Missa para fiéis de rito arménio na Basílica de São Pedro, com a presença das mais altas autoridades civis e religiosas, em abril de 2015, no mesmo mês em que proclamou São Gregório de Narek, escritor e monge arménio, Doutor da Igreja.

“A Santa Sé está na vanguarda do diálogo pela paz no Cáucaso Meridional. O Papa Francisco foi o primeiro líder mundial a apelar publicamente pela paz, ainda no início da guerra em Nagorno-Karabakh, em julho 2020”, salienta.

Para D. José Bettencourt também são de destacar as “múltiplas visitas” de Karekin II, Patriarca Supremo e Católicos de todos os Arménios, aos Papas João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

CB

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