Troca de correspondência aponta à JMJ 2023

Foto: Igreja Açores

Angra do Heroísmo, 02 ago 2022 (Ecclesia) – O Papa respondeu a uma carta enviada por jovens açorianos, na última Semana Santa, apontando à Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2023, que vai decorrer em Portugal.

“O Santo Padre agradece as confidências que lhe fizeram os seus amigos dos Açores e sobre as mesmas implora as graças do Céu para que as esperanças anunciadas frutifiquem em muitas ações boas na vida de cada um”, refere a mensagem enviada por Francisco através do substituto da Secretaria de Estado do Vaticano, D. Edgar Peña Parra.

O portal ‘Igreja Açores’, que cita o documento, recorda que, a 10 de abril deste ano, os jovens da Diocese de Angra escreveram ao Papa para lhe pedir uma “forçazinha” na concretização dos seus sonhos, “nomeadamente no que diz respeito a uma Igreja mais inclusiva, mais próxima e favorável aos jovens e menos formal”.

“Não concedas espaço aos pensamentos amargos e obscuros; se erraste, levanta-te (…). Tais erros não se devem tornar para ti numa prisão. E se voltares a errar no futuro, não temas. Levanta-te porque Deus é teu amigo, mesmo Quando o mal for demasiado grande e pesado”, refere a resposta do Papa.

Francisco recorda ainda aos jovens que “não estão sozinhos”.

Quando te encontrares amedrontado, diante das dificuldades da vida, recorda-te que não vives só para ti mesmo. A vida não cessa com a tua existência: a este mundo virão outras gerações que sucederão à nossa, e muitas outras ainda”.

Na carta enviada ao Papa, os jovens açorianos comprometiam-se a a participar ativamente na Jornada Mundial da Juventude de Lisboa, em agosto de 2023.

“Encontrar-nos-emos em Lisboa para partilharmos uns com os outros e consigo, a alegria de acreditarmos em Jesus, de sermos Igreja e de sermos jovens. Tal como nos pede, creia que rezamos por si!”, pode ler-se.

Na missiva vai, ainda um ‘post scriptum’ relativo à sede vacante em que a Diocese de Angra se encontra desde o dia 21 de setembro de 2021: “A nossa diocese está sem bispo há já alguns meses! Apesar de não sermos ‘ovelhas sem pastor’, logo que seja possível, envie-nos um bispo que seja pastor, próximo, que nos escute e nos compreenda, que seja um de nós e um por nós!”.

OC

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