Sacerdote destaca importância do encontro internacional, comenta peregrinação dos símbolos e «Dias nas Dioceses»

Angra do Heroísmo, Açores, 09 mai 2022 (Ecclesia) – O coordenador do Comité Organizador Diocesano (COD) de Angra para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) considera que o encontro em Lisboa é uma “oportunidade única” para a sua diocese e no país para renovar “a pastoral juvenil”.

“Não se trata de um evento folclórico em que fomos a Lisboa, vimos o Papa, e gostámos muito, regressando felizes e contentes. Isto seria péssimo se acontecesse. A jornada é oportunidade única na diocese e no país para renovarmos a pastoral juvenil, com novos ardores, novos métodos”, disse o padre Norberto Brum, divulga o portal ‘Igreja Açores’.

Para o responsável pela Pastoral Juvenil na Diocese de Angra e coordenador do COD da JMJ a prioridade é “criar fermento” porque “não se trata de massas, de militância generalizada de outros tempos”.

“Queremos fermento, queremos que os que estão tenham num novo compromisso e um novo fulgor no seu testemunho e no seu empenhamento”, explicou.

Portugal vai receber a edição internacional da Jornada Mundial da Juventude de 1 a 6 de agosto de 2023, em Lisboa, e o padre Norberto Brum espera que seja “uma lufada de ar fresco na pastoral juvenil em Portugal” e todos possam “olhar de forma diferente” para este setor.

Na preparação para a JMJ Lisboa 2023 destaca-se a peregrinação da cruz e do ícone de Maria pelas dioceses, os dois símbolos desta iniciativa mundial da Igreja Católica, que agora estão na Diocese do Funchal, até ao dia 25 de maio.

Os símbolos da JMJ vão visitar as nove ilhas do Arquipélago dos Açores com a Diocese de Angra a receber a cruz e ícone de Maria já a partir do próximo dia 26, na ilha de Santa Maria, entre 28 e 30 de maio estão na ilha das Flores, e nos dias 30 e 31 no Corvo, de onde seguem para a ilha Terceira.

As ilhas de Santa Maria, Flores e Corvo não integravam o programa inicial da peregrinação por causa das dificuldades de transporte, mas “foram mantidos contatos e conversações, nomeadamente com a Força Aérea, no sentido destas três ilhas também serem contempladas”, informa a diocese.

No dia 1 de julho vão realizar uma celebração diocesana na catedral, e depois os símbolos vão “permanecer nas igrejas JMJ de cada ouvidoria”.

Segundo o programa divulgado, pelo sítio online ‘Igreja Açores’, no dia 2 de junho a Cruz Peregrina e o Ícone de Nossa Senhora “Salus Populi Romani” vão estar no Seminário Episcopal de Angra, e de 3 a 6 na Ilha Graciosa.

Depois vão peregrinar pelas ilhas do Faial (6 a 7 de junho), Pico (8 a 10 de junho), segue-se São Jorge, a ilha Terceira (11 a 14 de junho) e São Miguel, a partir do dia 15 do próximo mês.

Os dois símbolos regressam a Portugal continental no dia 29 de julho e vão continuar a peregrinação na Diocese de Lamego.

O coordenador do COD de Angra destacou também que estão a dinamizar a campanha ‘Acolhe um peregrino como um romeiro’, no contexto dos ‘Dias nas Dioceses’, a semana que antecede a Jornada Mundial da Juventude.

“Esta campanha está a ser feita nas paróquias e vamos promover os dias das dioceses quer por altura dos símbolos, quer no contexto das festas paroquiais. O verão promete ser animado com testemunhos de jovens”, adianta.

Segundo o padre Norberto Brum, os Açores vão acolher peregrinos de outros países nas ilhas Terceira e São Miguel, e já há manifestação de intenção de jovens franceses, peruanos, mexicanos e brasileiros.

“Não podemos acolher um número muito elevado por causa das nossas condições geográficas, que trazem custos acrescidos, mas não deixaremos de acolher os que cá quiserem vir”, realçou o sacerdote.

CB

 

Notícia atualizada a 12 de maio

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